sexta-feira, 24 de março de 2017

Cosmovisão Criacionista


Todo ser humano possui uma cosmovisão. Talvez você já tenha lido esta palavra em algum lugar ou mesmo ouvido algo sobre o assunto, mas não tem a menor ideia do significado deste termo. Mas saiba que mesmo assim, mesmo sem saber o que é isso, você possui uma cosmovisão.

Aquilo que cada pessoa é, o que defende, o que vive, é resultado da cosmovisão que permeia sua vida.

Em nosso caso específico, vivemos de acordo com a Cosmovisão Cristã (um desdobramento da Cosmovisão Teísta). Como a humanidade é diversificada ao extremo, nos mais distintos aspectos, existe uma gama muito variada de cosmovisões.

Para todo e qualquer cristão ser mais eficiente no cumprir da Grande Comissão (Mt 28.19-20), é importante conhecer as premissas que caracterizam e diferenciam as variadas cosmovisões existentes. Para aquele que enxerga na apologética uma ferramenta útil para a propagação do Evangelho, o discernimento das cosmovisões é essencial.

Empresto as palavras de um grande teólogo e apologista quanto à definição do termo cosmovisão:

“Modo pelo qual a pessoa vê ou interpreta a realidade. A palavra alemã é weltanschau-ung, que significa um ‘mundo e uma visão da vida’, ou ‘um paradigma’. É a estrutura por meio da qual a pessoa entende os dados da vida. Uma cosmovisão influencia muito a maneira em que a pessoa vê Deus, origens, mal, natureza humana, valores e destino.” [1]

Na medida que nos aprofundarmos neste tema, vamos compreender duas coisas básicas:

1) Cosmovisões distintas existem, mas não é possível concordar coerentemente com as premissas centrais de duas ou mais cosmovisões;

2) Cosmovisão é como óculos, para que a realidade faça sentido é preciso visualiza-la de acordo com uma cosmovisão coerente e verdadeira, ou seja, com as “lentes corretas”.

Existem sete cosmovisões básicas; são sete matrizes das quais as demais formas de enxergar o todo derivam: Teísmo, Deísmo, Ateísmo, Panteísmo, Panenteísmo, Teísmo Finito e Politeísmo. Com exceção da relação muito próxima entre o Panteísmo e Politeísmo, não há compatibilidade entre as demais cosmovisões. Veja um pouco de cada uma na tabela abaixo:

Sistema
Cosmovisão
Expresso no:
Teísmo
Um Deus infinito e pessoal existe além do e no universo; Criou todas as coisas e sustenta tudo de modo sobrenatural.

Judaísmo, Islamismo
e Cristianismo.
Deísmo
Deus está além do universo, mas não nele. Defende uma visão naturalista de mundo, assim Deus não age sobrenaturalmente naquilo que criou.
Pensamento de Voltaire, Thomas Jefferson e Thomas Paine.
Ateísmo

Não existe nenhum Deus além do ou no universo. Afirma que o universo físico é tudo que existe.
Tudo é matéria auto-suficiente.
Pensamento de Karl Marx, Frederich Nietzsche e Richard Dawkins.
Panteísmo

Deus é o todo/universo. Não há um criador distinto, criador e criação são a mesma realidade. O universo
é Deus, a matéria é Deus, as pessoas o são.
Tudo é Deus.

Certas formas de hinduísmo, Zen-Budismo
e Ciência Cristã.
Panenteísmo
Deus está no universo, como a mente está no corpo. O universo é o ‘corpo’ de Deus, seu pólo real e tangível. O outro pólo está além deste plano.
Pensamento de Alfred Whitehead e Charles Hartshorne.
Teísmo finito
Existe um Deus finito além do e no universo. Deus é limitado em natureza e poder. Aceitam a criação, mas negam a intervenção.

Pensamento de John Stuart Mill, William James
e Peter Bertocci.
Politeísmo

Muitos deuses existem além do mundo e nele.
Tais deuses influenciam a vida das pessoas.
Nega qualquer Deus infinito.
Gregos e romanos antigos, mórmons e neopagãos (wicca).

Este pequeno texto é apenas uma introdução, uma proposta para estudo de cada uma das cosmovisões descritas acima. Numa série de sete textos que virão, vamos nos aprofundar em seus ensinos, divulgadores e movimentos relacionados a sua respectiva matriz.

O primeiro estudo será sobre a Cosmovisão Teísta, dando forte ênfase ao Cristianismo.

Partindo da Cosmovisão Cristã, iremos lançar os argumentos suficientes para mostrar por que cremos que ela é a única cosmovisão verdadeira e digna de crédito, e por inferência, digna de ser defendida. Como disse Edward John Carnell: Se o cristianismo não é digno de defesa, então o que é?

COSMOVISÃO CRIACIONISTA 

No livro The Earth – Origins and Early History,  o Dr. Clyde L. Webster Jr. apresenta um bom resumo dos aspectos que o criacionismo aceita como válidos:

1. Deus ordenou que aparecesse a matéria física do Universo e chamou à existência os ancestrais das criaturas viventes atuais.

2. As obras criadoras de Deus se manifestaram durante o limitado período de tempo de seis dias de 24 horas. (Alguns incluem a criação de todo o Universo nesse espaço de tempo, ao passo que outros incluem somente a criação da matéria orgânica viva da Terra.)

3. Embora reconheça que as formas vivas se modificam, tais mutações são limitadas e não progressivas.

4. Com a queda espiritual do homem, houve uma mudança na natureza. O pecado causou decadência e o afastamento do original e perfeito plano criativo de Deus. Essas forças ainda se encontram em atividade nos dias de hoje.

5. A superfície da Terra foi dramaticamente alterada por meio de uma catástrofe global, conhecida como o dilúvio de Gênesis (maiores detalhes sobre o dilúvio no capítulo 4). Muitas espécies de plantas e animais foram extintas durante os eventos ocorridos naquela ocasião.

6. O mundo de hoje é apenas um reflexo distorcido da criação original. Por causa dessa distorção e decadência, os registros do passado talvez não sejam totalmente confiáveis, ou facilmente interpretados.

7. Tão somente por meio do conhecimento que provém da revelação sobrenatural é que se pode compreender o verdadeiro registro da história passada da Terra.

8. O infinito poder de Deus continua sustentando e controlando o Universo.


Notas
[1] GEISLER, Norman L. Enciclopédia de apologética. São Paulo, SP: Editora Vida, 2002. p.188

Fontes :
http://www.napec.org/
https://www.internautascristaos.com/textos/artigos/cosmovisao-o-que-e

Terraplanismo é uma piada sem graça


Amados, algumas pessoas nesta página não gostaram da nossa abordagem em torno do assunto "terraplanismo".

Sabemos que é impossível agradarmos a todos com nossas postagens, mas gostaríamos de informar o motivo pelo qual estamos divulgando este assunto. É bem simples:

“O terraplanismo foi criado para caçoar dos criacionistas.”

É uma chacota, uma forma de nos atacar e nos menosprezar. É uma forma de ridicularizar as escrituras, é uma estratégia de reduzir os cristãos a meros ignorantes e sem cultura.

E, por este motivo, iremos alertar você leitor a não cair nestas "lorotas" e estórias de conspiração.
Não perca seu tempo com isso. Invistamos nosso tempo em coisas que agradam a Deus, e que edifique realmente nossa vida a fim de estimular-nos a levar ao mundo o amor do Criador.
Para os que ainda têm dúvidas sobre o mito da “Terra Plana”, deixarei um texto esclarecedor e definitivo sobre o assunto:

http://www.criacionismo.com.br/2017/03/a-biblia-ellen-white-ciencia-e-terra.html

Planisfério


Uma atividade interessante para se fazer com filhos, alunos e amigos é montar um planisfério para observação do céu.Basta ter em mãos cartolina, tesoura, cola e parafuso. No fim do texto vamos dar instruções de como você pode receber um planisfério que produzimos aqui no Onze de Gênesis.

Mas o que é um Planisfério ?
Um planisfério é uma esfera celeste planificada que deixa à mostra apenas a parte do céu que é visível ao longo do ano em uma determinada região da Terra.

A aparência do céu visível em um determinado lugar depende da hora do dia, da época do ano e da latitude do lugar. Uma carta celeste simples não consegue mostrar, ao mesmo tempo, todas essas combinações, sendo necessárias várias cartas para incluir todas as possibilidades. O planisfério combina em um único dispositivo as cartas celestes de um ano inteiro para uma determinada latitude. Consiste de um mapa do céu inteiro, coberto por uma máscara que deixa à mostra apenas o céu visível de um determinado lugar, em uma determinada hora e época do ano. Girando a cobertura, podemos ver como varia a aparência do céu visível nesse lugar com o passar do tempo. Esse instrumento é de grande utilidade como auxiliar na localização dos astros.

Geralmente os planisférios mostram todas as todas as estrelas mais brilhantes do céu; a Lua, o Sol e os planetas não aparecem nele, pois esses astros mudam de posição em relação às estrelas em poucas semanas.

Como a parte do céu visível ao longo do ano não   muda muito para latitudes próximas, o mesmo planisfério construído  para uma determinada latitude pode ser usado em lugares de latitudes vizinhas. Por exemplo, o mesmo planisfério feito para Porto Alegre ( latitude de 30ºS),  serve para grande parte do Brasil,  Argentina, Austrália e sul da África.

Por que a aparência do céu noturno depende da hora do dia e da data do ano ? 

Devido ao movimento de rotação da Terra todos os astros (Sol, Lua, estrelas, planetas) que são visíveis em um determinado lugar executam uma volta completa no céu em 24h, o que é chamado "movimento diurno dos astros". Como durante o dia as estrelas são ofuscadas pelo Sol, em uma determinada data só vemos aquelas estrelas que ficam acima do horizonte durante a noite.

À medida que a Terra gira em torno do Sol muda a posição do Sol entre as estrelas e, consequentemente, muda a parte do céu  que está acima do horizonte durante a noite.

A cada dia a Terra se move aproximadamente 1º em sua órbita. Como reflexo disso, o Sol se move 1° por dia em relação às estrelas, no sentido contrário ao movimento orbital da Terra. Conseqüentemente, se, durante meses sucessivos, observarmos uma determinada estrela no início da noite, veremos que a cada dia ela nasce aproximadamente 4 min mais cedo do que no dia anterior. Em 15 dias, ela já fica 15º para leste em relação ao Sol, o que significa que ela já estará nascendo e se pondo uma hora mais cedo.

Devido a isso,  o céu visível em uma determinada data à meia-noite, 15 dias mais tarde será visível  às 23h, e dali a mais 15 dias às 22 h, e assim por diante. No ciclo de um ano as estrelas voltam a ocupar a mesma posição no céu à mesma hora.

Por que um planisfério não serve para qualquer latitude ? 

Em qualquer lugar que estejamos na Terra, ao olharmos para o céu conseguimos enxergar apenas um parte dele, aquela parte que está acima de nosso horizonte.

Como o eixo de rotação da Terra tem uma orientação fixa, quando a Terra gira em torno desse eixo, de oeste para leste, nós vemos as estrelas se moverem, de leste para oeste, em trajetórias  paralelas ao equador da Terra. (Esse é um movimento aparente, um reflexo do movimento de rotação da Terra). O tamanho das  trajetórias diurnas das estrelas, assim como sua orientação  em relação ao horizonte,   depende da posição da estrela no céu e da latitude do observador na Terra.  Pessoas que vivem perto dos pólos geográficos vêm apenas as estrelas que pertencem ao hemisfério celeste correspondente, pois as trajetórias diurnas das estrelas são paralelas ao horizonte (veja a terceira figura da ilustração abaixo) e portanto as estrelas que estão no céu são sempre as mesmas. Pessoas que vivem perto do equador vêm estrelas dos dois hemisfério, pois elas descrevem trajetórias perpendiculares ao horizonte (figura do meio na ilustração abaixo) e portanto o tempo todo tem algumas estrelas que estão se pondo e outras que estão nascendo, mudando a aparência do céu. Pessoas que vivem em latitudes intermediárias, como Porto Alegre (primeira das figuras abaixo), vêm, ao longo do ano, todas as estrelas do hemisfério sul e parte das estrelas do hemisfério norte. Portanto a parte da carta celeste que é visível em um determinado lugar depende da latitude desse lugar.



Vamos disponibilizar para download um modelo de planisfério que produzimos aqui no Onze de Gênesis. O nosso planisfério conta com os seguintes arquivos :

1 Carta Celeste Sul
1 Carta Celeste Norte
1 Máscara Sul (10º, 20º e 30º)
1 Máscara Norte (10º, 20º e 30º)

Para receber, basta fazer a solicitação via email para : onzedegenesis@gmail.com

Instruções para montagem:








sexta-feira, 17 de março de 2017

A "inocente" serpente



O leitor de nossa página nos fez uma pegunta : 

Se foi o satanás que usou a serpente que culpa ela teve? Porquê Deus castigou um animal inocente?

Entendemos que a serpente, de certa forma, acabou virando símbolo do pecado. Satanás usou o animal serpente como fantoche e provocou a queda de Adão e Eva. Eles foram enganados por Satanás e por meio do seu pecado TODA a natureza sofreu.

A curiosidade do ser humano para o mal é terrível e bem presente. Capaz que fossem atrás de serpentes (no formato que eram) pra ter um encontro com o mal.Deus então mudou a forma da serpente pra que ninguém mais se lembrasse daquele "formato" (ou pra que ele fosse esquecido) e também como um lembrete, um aviso, sobre o que acontece quando entramos em contato com o mal: degradação, degeneração, miséria, humilhação.

Perceba que não foi só a serpente que recebeu punição, mas a própria Terra sofreu as consequências do pecado de Adão e Eva. A relação do homem com a terra é tão grande que ela foi punida também por Deus, veja : 

"Espinhos, e cardos também, te produzirá; e comerás a erva do campo." Gênesis 3:18

Toda criação, aparentemente inocente, sofreu  quanto a morte e o pecado entrou neste mundo. No criacionismo entendemos que o que vemos nos dias de hoje são apenas sombras da criação original de Deus.

A serpente era inocente quando foi usada como fantoche, mas depois da queda do homem ela sofreu a consequência gerais do pecado. Assim como nós, nascidos da carne, descendentes de Adão. Que culpa temos nós do pecado, se somos "inocentes" ? Não fomos nós que pecamos, mas no entanto estamos debaixo da mesma maldição.

É por isso que o mundo precisa de um salvador. De um novo nascimento. Para que toda a culpa seja retirada e possamos ser restaurados ao estado original.

quinta-feira, 16 de março de 2017

A marca de Caim ?






Em resposta ao leitor vamos analisar o texto de Gênesis 4:15-17 onde a bíblia nos conta qual a medida protetiva que foi colocada sobre Caim, após ele ter assassinado seu irmão Abel.

Neste texto Deus protege Caim de qualquer punição além daquela que Deus mesmo ordenou. Se alguém vingasse a morte de Abel, matando Caim, seria punido sete vezes mais. Deus não queria mais mortes e vinganças na Terra.

A parte mais intrigante do texto é quando Deus coloca uma marca em Caim para que ninguém o ferisse quando o encontrasse. Que marca era essa? 

A natureza do sinal em Caim tem sido um assunto de muito debate e especulação. A palavra hebraica traduzida como "sinal" é 'owth e se refere a uma "marca, sinal ou símbolo." Em outros lugares nas Escrituras Hebraicas, 'owth é usado 79 vezes e é mais frequentemente traduzido como "sinal". Assim, a palavra hebraica não identifica a natureza exata do sinal que Deus colocou em Caim. O que quer que tenha sido, era um sinal/indicador de que Caim não era para ser morto. Alguns propõem que a marca era uma cicatriz ou algum tipo de tatuagem. Seja qual for o caso, a natureza exata da marca não é o foco da passagem. O foco é que Deus não permitiria que as pessoas se vingassem contra Caim. Qualquer que tenha sido esse sinal, o seu propósito foi alcançado.

No passado, muitos acreditavam que o sinal em Caim era uma pele escura - que Deus mudou a cor da pele de Caim para preta a fim de identificá-lo. Já que Caim também recebeu uma maldição, a crença de que a marca era a pele negra levou muitos a acreditar que as pessoas de pele escura eram amaldiçoadas. Muitos usaram esse ensinamento da "marca de Caim" como justificativa para o comércio africano de escravos e a discriminação contra as pessoas de pele preta/escura. Esta interpretação da marca de Caim é completamente antibíblica. Em nenhum lugar da Bíblia hebraica 'owth é usado para se referir à cor da pele. A maldição sobre Caim em Gênesis capítulo 4 foi no próprio Caim. Nada é dito da maldição de Caim sendo passada aos seus descendentes. Não há absolutamente nenhuma base bíblica para afirmar que os descendentes de Caim tinham a pele escura. Além disso, a menos que uma das esposas dos filhos de Noé fosse uma descendente de Caim (possível, mas improvável), a linhagem de Caim foi encerrada pelo Dilúvio.

Qual foi a marca que Deus colocou em Caim? A Bíblia não diz. O significado desse sinal - que Caim não era para ser morto - era mais importante do que a natureza do sinal em si. O que quer que tenha sido, não tinha conexão nenhuma com a cor da pele ou uma maldição sobre as gerações descendentes de Caim. Usar esse sinal como uma desculpa para o racismo ou discriminação é absolutamente antibíblico.

O que podemos dizer é que :

-A marca de Caim era pessoal e intransferível
-A marca de Caim era visível e compreensível
-A marca de Caim era um sinal de misericórdia de Deus

Texto adaptado de : https://www.gotquestions.org/Portugues/marca-Cain.html

quarta-feira, 15 de março de 2017

O Pó e a Serpente ?


O que é o pó que a serpente comeria na sentença edênica?

Deus criou um lar perfeito para a primeira família desta Terra. No entanto, havia uma condição para que a harmonia não fosse quebrada, um teste de obediência, Adão e Eva tinham as seguintes escolhas: desobedecer a ordem divina, comer do fruto do conhecimento do bem e do mal e morrer ou obedecer, não comer do fruto, o que resultaria em viver para sempre. Não estamos no jardim, portanto, ambos optaram por desobedecer a Deus. Antes, porém, surge um elemento estranho nestes eventos, um ofídio sibilante, falando palavras humanas, misturando verdades e mentiras enganou Eva e esta deu o fruto para o marido.

Após sua queda, Adão e Eva ouvem a voz do Eterno entre as ramagens do jardim e decidem se esconder. Deus conversa com eles, Adão culpa a esposa pelo que ocorreu e indiretamente a Deus, a mulher à serpente e indiretamente ao Seu Criador. A sentença então foi ouvida pelas criaturas, a serpente, segundo o texto de Gênesis, seria “maldita [...] entre todos os rebanhos domésticos e entre todos os animais selvagens!”, ela rastejaria e “pó” comeria “todos os dias da sua vida” (Gênesis, 3:14, NVI).

Satanás utilizou a serpente como uma espécie de médium para enganar Eva, em Gênesis 3:14, 15 e é possível entender que a sentença pode se referir tanto a serpente quanto a Lúcifer. Como punição do pecado, a serpente passou a se rastejar, então antes ela possuía patas ou pernas.

Existem serpentes que comem mamíferos de pequeno porte, anfíbios, até aquelas que se alimentam de outras serpentes, de seus próprios ovos e filhotes e, ainda, elas conseguem engolir animais maiores do que elas mesmas, como é o caso da Piton, isto é possível, por sua capacidade de abrir bastante a mandíbula e pela:

[A]usência do esterno, osso que une as costelas nos outros vertebrados. Sem o osso esterno, as costelas (em torno de 300) ficam livres, permitindo o aumento do diâmetro do corpo do animal. Por possuírem uma abertura da traqueia abaixo da língua, as serpentes conseguem manter a respiração enquanto engolem a presa. (MORAES, online)

No entanto, o que é possível entender, é que nenhuma delas se alimenta de “pó” literal, como é dito na sentença à serpente. Uma busca rápida na Bíblia nos ajuda a entender que esta palavra pode ser utilizada em diversos contextos:

Lugar no qual as pessoas são enterradas:
“As barras da sepultura descerão quando juntamente no pó teremos descanso”. Jó 17:16 e “E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno”. Daniel 12:2”

Como resultado da improdutividade da terra:
“O Senhor dará por chuva sobre a tua terra, pó e poeira; dos céus descerá sobre ti, até que pereças”. Deuteronômio 28:24.

Como humilhação máxima:
“Aqueles que habitam no deserto se inclinarão ante ele, e os seus inimigos lamberão o pó”. Salmos 72:9 e “Lamberão o pó como serpente, como vermes da terra, tremendo, sairão dos seus esconderijos; com pavor virão ao Senhor nosso Deus, e terão medo de ti”. Miquéias 7:17

Como analogia de número de descendentes:
“Quem contará o pó de Jacó e o número da quarta parte de Israel? Que a minha alma morra da morte dos justos, e seja o meu fim como o seu”. Números 23:10 e “Agora, pois, ó Senhor Deus, confirme-se a tua palavra, dada a meu pai Davi; porque tu me fizeste reinar sobre um povo numeroso como o pó da terra”. 2 Crônicas 1:9

Indicando o material pelo qual Deus fez animais e Adão:
“[P]orque você [Adão] é pó e ao pó voltará”. Gênesis 3:19 e “Todos [Animais e os seres humanos] vão para o mesmo lugar; vieram todos do pó, e ao pó todos retornarão” Eclesiastes 3:20.
Assim, a interpretação mais favorável com os textos bíblicos, parece indicar que:
1) A serpente foi humilhada entre os demais animais, daquele momento em diante ela rastejaria. Por conseguinte, entendemos que “rastejar” sobre seu próprio ventre e “comer” o pó da Terra pode ser interpretado como figuras de linguagem, quando se referem a Lúcifer, um paralelismo, repetição que indica sua humilhação máxima diante do Universo. Bem como, no Éden foi o pronunciamento de uma maldição sobre a serpente.

2) Satanás é o pai da mentira (João 8:44) e tem o poder da morte (Hebreus 2:14) Podemos considerar que os pecados são uma espécie de "alimento" para ele. Observe que, em muitas citações da Bíblia, o pó está relacionado à morte física (leia Eclesiastes 3,20 e Gênesis 3,17-19). Fazendo uma analogia, a serpente (Satanás) realmente passou a alimentar-se de "pó".

Texto de José Wander de Paula e Onze de Gênesis

terça-feira, 14 de março de 2017

Todos os animais entraram na arca ?


Como Noé salvou um casal de cada peixe do mar? Ele construiu aquários?

Esta pergunta está entre as 10 mais ridículas que recebemos aqui na página. No início, decidimos não responder pelo simples fato de acharmos tão óbvia a resposta.

Porém, encontramos uma famosa página ateísta divulgando uma frase que dizia: 

“Noé era um cara bom demais, conseguiu mergulhar 600 metros de profundidade para pegar um casal de Lula-Gigantes”. 

Logicamente, a frase e a divulgação (como a maioria dos outros posts bíblicos) estavam falando algo que a Bíblia não diz, criando hipóteses que criacionistas não falam acerca disso, alegando "fatos" que cristãos não defendem e montando situações que nunca existiram. 

O pior era verificar que havia centenas de compartilhamentos e não podemos imaginar o quanto que essas divulgações totalmente incoerentes e equivocadas têm destruído o intelecto dos leitores da página em questão.

Por humor ou não, queremos responder a questão à altura e da forma devida. Vamos fazer novas perguntas para nos ajudar a raciocinar melhor.

1) Noé, precisava salvar seres aquáticos na ocasião do dilúvio? 
Não, a vida aquática, em geral, se manteve preservada nas águas do dilúvio. Dentre os seres, estão incluídos peixes, mamíferos aquáticos, crustáceos, corais e toda a biodiversidade que existia antes do dilúvio. Noé provavelmente não construiu aquários, e não praticava mergulho esportivo.

2) Todas as espécies aquáticas se salvaram no dilúvio? 
Não sabemos. O que podemos afirmar é que o dilúvio foi um evento catastrófico e certamente devido a mudança de temperatura e pH da água decorrente de erupções vulcânicas, terremotos, tsunamis e outros desastres naturais, muitas espécies (lê-se aqui "tipos básicos") aquáticas sofreram baixas. Sabemos disso mediante o registro fóssil. Porém, não temos como descrever as espécies que foram afetadas, e de que maneira e em quanto tempo as mudanças afetaram essas espécies.

3) Poderia alguma outra família de animais se salvar fora da arca? 

Deixemos a Bíblia responder por si só:
Todos os seres vivos que se movem so­bre a terra pereceram: aves, rebanhos domésti­cos, animais selvagens, todas as pequenas criatu­ras que povoam a terra e toda a humanidade. Tu­do o que havia em terra seca e tinha nas narinas o fôlego de vida morreu. Todos os seres vivos foram exterminados da face da terra; tanto os homens como os animais grandes, os animais pequenos que se movem rente ao chão e as aves do céu foram exterminados da terra. Só resta­ram Noé e aqueles que com ele estavam na arca. Gênesis 7:21-23
Diante disso, podemos entender que os animais aquáticos foram salvos mesmo estando fora do Arca, mas os que habitavam em terra seca pereceram. Este é o entendimento deste blog, e a nossa resposta para a pergunta.

Porém, para sermos honestos intelectualmente devemos mencionar a possibilidade de insetos, por exemplo, ter sobrevivido em escombros do dilúvio. Atualmente, observamos isso acontecendo em inundações, onde blocos de madeira e terra são levados pelas forças da água. 

O potencial para a dispersão de plantas e animais em grandes extensões de água por jangadas naturais foi aceito tanto por evolucionistas quanto criacionistas por muitos anos. O Professor Paul Moody, da Universidade de Vermont, argumentou que

"Em tempos de inundação, grandes massas de terra e vegetação entrelaçando, incluindo árvores, podem ser arrancados das margens de rios e arrastadas para o mar. Às vezes, essas massas são encontradas flutuando no oceano fora da vista de terra, ainda exuberantes e verdes, como palmeiras, de 7m a 10 m de altura. É inteiramente provável que os animais terrestres podem ser transportados por longas distâncias desta maneira. Mayr registra que muitas correntes oceânicas tropicais têm uma velocidade de pelo menos 80 km por dia,  ou 1600 km em três semanas ". (1)

O poder destrutivo de grandes volumes de água é enorme e, nos estágios iniciais do Dilúvio de Gênesis, teria sido suficiente para rasgar-se grandes quantidades de floresta. Embora algumas dessas florestas possivelmente teriam sido enterrados em sedimentos, muitos milhares de milhões de árvores teriam sido deixados flutuando sobre a superfície das águas, como esteiras enormes, pedaços de terras flutuantes. (02). Estas ilhas de vegetação, regularmente regada pelas chuvas, poderiam facilmente ter suportado vida vegetal e animal ao longo de períodos significativos de tempo. As correntes oceânicas teriam movido estas maciças "jangadas" ao redor do mundo, onde os animais e insetos podem "embarcar" ou "desembarcar", e, em seguida, transportá-los de volta para o mar. A capacidade das correntes oceânicas para distribuir objetos flutuantes ao redor do mundo foi visto recentemente, quando milhares de patos de borracha de banheira foram perdidos fora de um navio porta-contentores no Pacífico Norte em 1992. Em menos de vinte anos, estes tinha flutuado para a Austrália e América do Sul, e, posteriormente, para os oceanos Ártico e Atlântico. (03) Em apoio da teoria das "esteiras", o Professor Kurt Sábio e Matthew Croxton salientam que as interseções de correntes oceânicas com massas de terra parecem corresponder com áreas de endemismo e portões biogeográficos da Croizat (04.) 

Não se sugere aqui que todos os animais terrestres sobreviveram ao dilúvio de Gênesis em jangadas, mas, que, algumas espécies como insetos, anfíbios, répteis poderiam ter sobrevivido. Também estamos sugerindo que jangadas teriam facilitado a sua dispersão depois do Dilúvio, como se multiplicavam, e migraram para longe da Arca onde se estabeleceram em montanhas (Gênesis 8: 4).

Referências:

(1) Moody, P., Introduction to Evolution, Harper & Brothers, New York, p. 262, 1953. Return to text.

(02) Scheven, J., The Carboniferous floating forest an extinct pre-Flood ecosystem, J. Creation (TJ) 10(1):70–81, 1996; Wieland, C., Forests that grew on water: startling hard facts from coal uproot the millions of years idea, Creation 18(1):20–24, December 1995. Return to text.

(03) Ford, P., Drifting rubber duckies chart oceans of plastic, Christian Science Monitor, 31 July 2003, www.csmonitor.com; Clerkin, B., Thousands of Rubber Ducks to Land on British shores after 15 year journey’, Daily Mail, 27 June 2007, www.dailymail.co.uk. Return to text.

(04) Wise, K.P. and Croxton, M., Rafting: a post-Flood biogeographic dispersal mechanism, Proceedings of the Fifth International Conference on Creationism, Creation Science Fellowship, Pittsburgh, PA, pp. 465–477, 2003. Return to text.

quinta-feira, 9 de março de 2017

Adão ficou quanto tempo sem Eva ?



Um de nossos leitores, Zarco Ewin, nos enviou uma dúvida sua quanto ao tempo em que Adão ficou sem Eva no jardim do Éden. Fomos investigar a questão com detalhes a fim de dar a resposta com a maior precisão possível, pautada na análise escriturística e na lógica.




A melhor interpretação que se pode extrair da análise bíblica é aquela feita de forma simples. Não há a necessidade de elaboração de "argumentos" e explicações Ad hoc, pois estas apenas geram mais confusão. Nesse sentido, partamos pra leitura do verso bíblico em questão.

Deus criou o homem antes da mulher :

E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.

E plantou o Senhor Deus um jardim no Éden, do lado oriental; e pôs ali o homem que tinha formado.
Gênesis 2:7-8
Logo após, Ele cria a mulher :

E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele.

Havendo, pois, o Senhor Deus formado da terra todo o animal do campo, e toda a ave dos céus, os trouxe a Adão, para este ver como lhes chamaria; e tudo o que Adão chamou a toda a alma vivente, isso foi o seu nome.
E Adão pôs os nomes a todo o gado, e às aves dos céus, e a todo o animal do campo; mas para o homem não se achava ajudadora idônea.
Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas, e cerrou a carne em seu lugar;
E da costela que o Senhor Deus tomou do homem, formou uma mulher, e trouxe-a a Adão.
E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; esta será chamada mulher, porquanto do homem foi tomada.
Gênesis 2:18-23 
O problema é que, ao ler os versículos 19 e 20, temos a impressão que Adão ficou um tempo dedicando-se a tarefa de dar nome aos animais. E, que, isso poderia ter ocorrido em um intervalo de tempo entre sua criação e a criação de Eva. Porém ao lermos o texto sob outra perspectiva vemos que, antes mesmo de Adão receber essa tarefa de "dar o nome aos animais", Deus já havia declarado que não seria bom o homem viver só. A narrativa segue explicando como Deus fez a "cirurgia", deixando Adão adormecido para que Eva pudesse vir à existência a partir de matéria pré-existente retirada de Adão.

É possível notar que o texto não sugere a existência de um intervalo de tempo de tempo entre a criação do homem e da mulher. Os versículos 19 e 20 apenas fazem uma introdução do que viria a seguir, isto é, a narrativa em que Adão daria o nome à todos os seres viventes, inclusive à Eva.

Mas, quanto tempo Adão demorou para fazer isso ? Entendemos que ele deva ter começado a conhecer o Éden e dar nome à fauna logo após ter sido criado por Deus. Portanto, antes mesmo de terminar sua tarefa, Deus providencia sua companheira. Então, Adão a batiza e continua cumprindo com suas funções de mordomo de toda a Criação.

Em ponto de vista, Adão e Eva foram criados no mesmo dia. Afirmar algo diferente disto, seria forçar o texto de forma desnecessária.



quarta-feira, 1 de março de 2017

Eva teve filhos antes do pecado?



Os leitores Eudes Carvalho e o Papo de Gravata enviaram as seguintes perguntas : Adão e Eva tiveram filhos antes do pecado? 

Vamos entender esta problemática. Lendo os textos da bíblia.

O fim do capítulo 3 de Gênesis, que narra a expulsão de Adão e Eva do Jardim do Éden, parece demonstrar claramente que só havia os dois ali. Na sequência temos a informação de que Adão e Eva começaram a multiplicação de sua família já fora do Jardim:

“Coabitou o homem com Eva, sua mulher. Esta concebeu e deu à luz (...) Gênesis 4:1

Outro ponto a favor de que eles não tiveram filhos no Jardim é o problema do pecado. Se eles tivessem um filho antes da entrada do pecado no mundo, não haveria a transmissão da herança do pecado de Adão e Eva a esse filho. Ter um filho antes da entrada do pecado parece contradizer esses textos: 

Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram. 18. Portanto, assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação e vida. Romanos: 5:12
 Porque TODOS pecaram e destituídos estão da glória de Deus;  Romanos: 3:23

Se tivessem filhos antes, seria uma contradição bíblica, e esse filho não teria sido afetado pela maldição do pecado.

Assim, Adão e Eva tinham sim a possibilidade de terem filhos antes da queda, porém, o relato bíblico parece apontar para o fato de que eles não tiveram filhos a não ser após a queda e expulsão do Jardim do Éden.

Quanto tempo Adão ficou no Éden antes da chegada de Eva ? Não sabemos.
Quanto tempo Adão e Eva ficaram no Éden antes de serem expulsos ? Não sabemos. Mas o que indica é que não ficaram por muito tempo. Sendo que seus primeiros filhos nasceram somente após a expulsão.

Alguns poderão dizer que o texto de Gênesis 3:16 onde Deus puniu a mulher pelo seu pecado, indica que ela já tinha dado a luz de filhos antes. Veja :

E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a tua dor, e a tua conceição; com dor darás à luz filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará.
Gênesis 3:16
O argumento é simples. Como Eva poderia comparar a dor do parto da punição se nunca havia dado a luz ? Bem, sabemos que Eva sabia o que era um parto e tinha como referência os próprios animais da natureza.

Outra linha de pensamento é pensar que quando o homem pecou, toda a sua geração automaticamente sofreu as consequências do pecado. Assim quando Deus aplica a punição do pecado, ela não seria especificamente para Adão, mas a todos que nasceram dele. Todos que possivelmente estavam vivos no momento da queda foram afetados pelo pecado. Tivesse Eva filhos ou não antes do pecado, a genealogia sofreria de forma igual.

Apesar de mostrarmos todos os argumentos da questão, queremos responder a pergunta dizendo que na nossa opinião Eva não gerou filhos antes do pecado e que só não fez isto pois não ficou muito tempo por lá. Adão ficou pouco tempo sozinho e ambos ficaram pouco tempo no Éden. Logo os filhos vieram após a sua saída do estado perfeito.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Dilema Ovo-Galinha




O leitor da nossa página Adalberto Mucanda nos perguntou : quem veio primeiro, o ovo ou a galinha ?

A pergunta pode até parecer ser engraçada e sem sentido, porém o assunto tem tudo a ver com os modelos evolucionista e criacionista. Para os criacionistas, que acreditam que Deus é o Criador de todos os seres, o tipo básico original que deu origem a galinha veio primeiro. Sim, criacionistas não são fixistas e aceitam o mecanismo de diversificação das espécies. Portanto, Deus criou os tipos básicos e depois eles se diversificaram. A nossa galinha doméstica é resultado desta diversificação.

Mas, para os estudiosos da evolução, que defendem que os seres vivos compartilham ancestrais comuns, foi o ovo que veio primeiro. E o ovo podia ser até de um dinossauro. Em geral, a cosmovisão darwiniana nos diz que o mais simples deu origem ao mais complexo, nessa ordem. 

O dilema "ovo-galinha" é útil para testarmos a evolução darwinista. Se conseguirmos de algum modo provar que o ovo veio antes da galinha, a evolução de fato está no caminho certo.

No entanto, uma nova descoberta aponta para o fato de que a galinha veio primeiro. Segundo os cientistas, a formação da casca do ovo depende de uma proteína que só é encontrada nos ovários desse tipo de ave. Portanto, o ovo só existiu depois que surgiu a primeira galinha. A proteína – chamada ovocledidin-17 (OC-17) – atua como catalisadora para acelerar o desenvolvimento da casca. A sua estrutura rígida é necessária para abrigar a gema e seus fluidos de proteção enquanto o filhote se desenvolve lá dentro. A descoberta foi publicada sob o título “Structural Control of Crystak Nuclei by Eggshell Protein” – em tradução livre: Controle Estrutural de Núcleo de Cristais pela Proteína da casca do ovo.

Nessa pesquisa, foi utilizado um supercomputador para visualizar de forma ampliada a formação de um ovo. A máquina, chamada de HECToR, revelou que a OC-17 é fundamental no início da formação da casca. Essa proteína é quem transforma o carbonato de cálcio em cristais de calcita, que compõem a casca do ovo. Dr. Colin Freeman, do departamento de Engenharia Material da Universidade de Sheffield, constatou: “Há muito tempo se suspeita que o ovo veio primeiro, mas agora temos a prova científica de que, na verdade, a galinha foi a percussora.”

Para o professor John Harding, o estudo poderá servir como base para outras pesquisas: “entender como funciona a produção da casca de ovo é interessante, mas também pode ser pista para a concepção de novos materiais e processos”, disse ele. “A cada dia a natureza [leia-se Deus] nos mostra suas soluções inovadoras para todo o tipo de problema que ela encontra. Isso só comprova que podemos aprender muito com ela”, finalizou o professor.

Como falamos no início do texto, este dilema serve de teste para o evolucionismo darwinista. Testamos, e nesta situação, ele foi reprovado. Agora, existem outros dilemas "ovo-galinha" que podemos citar a fim de que o evolucionismo darwinista seja posto à prova. Nesta palestra do Dr. Marcos Eberlin, ele elenca 8 dilemas principais "ovo-galinha".

Pare, pense e analise.


Texto adaptado do original Blog Criacionismo, postado em 13/07/2010.

Referência:
Freeman CL, et al. Structural control of crystal nuclei by an eggshell protein. Angew Chem Int Ed Engl 2010 Jul;49(30):5135-7.