22 de setembro de 2017

O sono da medusa


O sono da medusa não sinaliza uma evolução gradual.
O sono da medusa: evidência da criação, e não de evolução gradual.

De acordo com os pesquisadores, “as medusas são tão primitivas que nem sequer têm um cérebro” [os criacionistas discordam dessa afirmação]. Para eles, portanto, “o sono está profundamente enraizado em nossa biologia, um comportamento que evoluiu no início da história da vida animal e ficou preso com a gente desde então”. Isso porque recentemente um estudo mais aprofundado, publicado na revista Current Biology, descobriu que o sono da medusa (água-viva) pode aproximar os cientistas da resolução do que o pesquisador principal do estudo, Ravi Nath, chamou de paradoxo do sono.

O motivo da surpresa, segundo ele, seria o seguinte: “Se você está dormindo na natureza quando um predador vem, você está morto. Se uma fonte de alimento passear, você fica com fome. Se um companheiro potencial se aproxima, você perde a chance de transmitir seu material genético.” Ademais, ele acrescenta, “o sono é esse período em que os animais não estão fazendo as coisas de que se beneficiam de uma perspectiva de seleção natural”, disse Nath.

Diante disso, percebemos que o fato de as medusas dormirem não faz o menor sentido diante da seleção natural, por outro lado é um mecanismo muito bom, pois, se não houvesse o período do sono, elas morreriam. Essa descoberta faz da medusa um organismo ideal para os cientistas testarem incansavelmente as “origens evolutivas” do sono.

Eles realmente não compreendem a importância do sono em organismos que consideram “primitivos”. Passamos um terço da vida dormindo. Por que fazemos isso? Qual é o objetivo?, questiona Allan Pack, que não esteve envolvido no estudo. 

Os criacionistas sabem que o sono tem uma função deixada pelo Criador para reabastecer as energias perdidas durante o dia, reparar os danos do sistema e consolidar o processo cognitivo, porém os darwinistas ainda estão confusos devido ao pressuposto que carregam em sua cosmovisão de que a predação e a sobrevivência do mais apto na natureza são selecionados pela seleção natural a partir de características vantajosas como a presença de “alertas” de perigo.

Fonte: Washington Post

12 de setembro de 2017

O olho da lagosta e o problema do gradualismo



Existem vários tipos de olhos na natureza. Estamos habituados ao olhos-tipo-câmara encontrados nos vertebrados. Essa estrutura opera segundo princípios de refração da luz que cai sobre as lentes e é focada num ponto por trás da lente no interior dos olhos. No entanto, os olhos encontrados em outras criaturas operam segundo métodos distintos. 

A lagosta, por exemplo, opera segundo princípios de reflexão e não segundo princípios de refração. A característica mais espantosa dos olhos da lagosta é sua superfície composta por inúmeros quadrados que se encontram posicionados de forma perfeita. 

Diagrama mostrando como o olho da lagosta foca a luz. 


O olho da lagosta exibe uma geometria espantosa, não encontrada em nenhuma outra parte da natureza; os olhos dela têm pequenas facetas perfeitamente quadradas, o que “parece um papel milimetrado perfeito”.[2] 

Esses quadrados muito bem organizados são na realidade a parte final de pequenos tubos quadrado que formam uma estrutura parecida com um favo de mel. À primeira vista, o favo de mel parece ter sido feito de hexágonos, embora estes sejam na realidade a parte frontal dos prismas hexagonais. Nos olhos da lagosta temos quadrados no lugar dos hexágonos. 

Mais intrigante são os lados de cada um desses tubos de quadrado que são como espelhos que refletem a luz recebida. Essa luz refletida é focada de modo perfeito na retina. Os lados dos tubos dentro dos olhos encontram-se interpostos num ângulo tão perfeito que todos eles se focam num ponto único.[3]
A natureza extraordinária do design desse sistema é claramente indisputável. Todos esses perfeitos tubos quadrados têm uma camada que opera tal como um espelho. Para além disso, cada uma dessas células encontra-se localizada em alinhamentos geométricos precisos de modo a que todas elas foquem a luz num único ponto.

Diagrama mostrando como uma lente de olho de lagosta trabalhando no reverso gera um feixe de raio X paralelo.


É por demais óbvio que o design dos olhos da lagosta constitui uma dificuldade extrema para a teoria da evolução. Mais importante ainda: eles exemplificam o conceito da “complexidade irredutível”. Se apenas um dos traços – tais como as facetas do olho, que são quadrados perfeitos, os lados espelhados de cada unidade, ou a camada de retina na parte anterior – fosse eliminado, os olhos nunca poderiam funcionar. Logo, é impossível manter que o olho evoluiu passo-a-passo [gradualmente]. 

É cientificamente injustificável alegar que um design tão perfeito como esse tenha surgido de forma não intencional. É bastante claro que o olho da lagosta foi criado como um sistema milagroso. É possível encontrar mais traços no olho da lagosta que anulam a alegação dos evolucionistas. 

Um fato interessante emerge quando olhamos para criaturas com olhos dotados de estruturas oculares semelhantes. O olho refletor - do qual o olho da lagosta é um exemplo - encontra-se em apenas um grupo de crustáceos, os assim chamados decápodes de corpo longo. Essa família inclui as lagostas e os camarões. 

Os outros membros da classe crustácea revelam a “estrutura de olho do tipo refrator”, que opera segundo princípios completamente diferentes dos princípios dos olhos refletores. Aqui o olho é feito de centenas de células parecidas com uma colmeia. Ao contrário das células quadradas presentes no olho da lagosta, essas células ou são hexagonais ou arredondadas. Mais ainda, em vez de refletir a luz, as pequenas lentes refratam a luz para o foco sobre a retina. 

A maior parte dos crustáceos têm uma estrutura ocular com olho refrator. Pelo contrário, só um grupo de crustáceos, especialmente os decápodes com corpo alongado, têm olhos reflexivos. Segundo as suposições evolutivas, todas as criaturas que se encontram dentro da classe Crustacea deveriam ter evoluído do mesmo ancestral. Logo, os evolucionistas alegam que o olho refletor deve ter evoluído de um olho refrator muito mais comum entre os crustacea e com um design muito mais simples. No entanto, tal transição é impossível porque ambas as estruturas oculares funcionam de modo perfeito dentro dos respectivos sistemas e não deixam qualquer tipo de espaço para uma fase “transicional”. Um crustáceo ficaria cego e seria eliminado pela seleção natural se a lente refratora no olho dele fosse diminuída e substituída pelas espelhadas superfícies refletoras. 

Consequentemente, é seguro afirmar que ambas as estruturas oculares foram arquitectadas e criadas independentemente. Há uma geometria tão precisa e soberba em ambos os tipos de olhos que sustentar a possibilidade de “coincidências” é pura e simplesmente ridículo. 

Tal como os outros milagres da criação, o olho da lagosta é um testemunho aberto ao ilimitado poder do Criador para criar de modo perfeito. Isso nada mais é que um testemunho do ilimitado conhecimento, sabedoria e poder. E nós podemos encontrar tais milagres independentemente do que estudemos dentro do mundo da criação.




FONTES: 

[1] Charles Darwin, The Origin of Species, 6th Edition, New York: Macmillan Publishing Co., 1927, p. 179.
[2]  J.R.P. Angel, “Lobster Eyes as X-Ray Telescopes”, Astrophysical Journal, 1979, 233:364-373, Cited in Michael Denton, Nature’s Destiny, The Free Press, 1998, p. 354.
[3] Michael F. Land, “Superposition Images are Formed By Reflection in The Eyes of Some Oceanic Decapod Crustacea”, Nature, 28 October 1976, Volume 263, p. 764-765.

24 de agosto de 2017

Pictogramas chineses apontam para Gênesis


Uma das principais evidências de que o relato criacionista bíblico é verdadeiro e singular entre os demais é a própria construção da história secular. Entre lendas, mitos e costumes inseridos nas culturas podemos encontrar enormes pontos de ligação com os primeiros capítulos do livro de Gênesis. Esses pontos apontam para uma origem, apontam para algo que realmente aconteceu e foi tão marcante que culturas em todo o planeta decidiram registrar.

Uma das mais impressionantes evidências são os pictogramas chineses. Vamos entender primeiramente quais pontos devemos observar.

O que são pictogramas?

Trata-se de símbolos que representam um objeto ou conceito por meio de desenhos figurativos. Pictografia é a forma de escrita pela qual ideias e objetivos são transmitidos por meio de desenhos. Ossos encontrados em Honan (China) mencionam governantes da dinastia Shang (1766 a.C.–1123 a.C.), o que nos dá a certeza de que a escrita chinesa tem pelo menos essa idade. Certamente é a língua mais antiga usada na atualidade. A língua chinesa contém cerca de 600 símbolos básicos, que são palavras básicas. Outras palavras podem ser formadas pela combinação desses símbolos básicos para as figuras mais complicadas. 

China antes de Buda

Quando falamos em 2.000 a.C. estamos falando de um período anterior ao budismo, pois a nascimento de Buda se deu por volta de 600 a.C. A língua chinesa teve origem por volta de 2.500 a.C. e o livro de Gênesis foi escrito quase mil anos depois disso. Então uma breve cronologia seguiria esta ordem:

3.000 a.C. - Evento "torre de Babel"
2.500 a.C. - Início da escrita chinesa
1.400 a.C. - Gênesis foi escrito por Moisés
600 a.C. - Nascimento de Buda
240 a.C. - Início do Budismo como religião.

Antes de Buda e do Budismo, a religião chinesa era muito parecida com a religião do povo que habitava a terra após a evento da "torre de Babel". Durante as três primeiras dinastias (Hsia, Shang e Shou) ou chineses adoravam um único Deus. Esse Deus era chamado por eles de "Shang Di", que traduzido quer dizer "Deus dos céus".

Chineses migraram para o Oeste

Depois da "torre de Babel", a Bíblia nos ensina que as nações foram espalhadas pela terra. Isso ocorreu mais ou menos 500 anos antes do surgimento da escrita chinesa. E de acordo com os estudos sobre a origem do povo chinês, sabe-se que eles migraram da região onde hoje está localizado o Iraque, antiga Babilônia. Por coincidência, essa região era onde se localizava a torre de Babel. E como evidência criacionista de que o relato bíblico é fiel, todas as nações se originaram desse evento. Então qualquer vestígio cultural que possamos encontrar nos remete à origem desse costume e de onde ele veio.

Rastreando a migração dos antepassados chineses, eles deveriam vir do Oeste se isolando por trás de cadeias de montanhas que em determinado período ficaram inacessíveis aos demais povos. Isso explica a singularidade física do povo chinês em relação aos outros povos. O isolamento genético fez seu trabalho nos séculos seguintes, deixando os chineses com uma característica ímpar.




Podemos ter certeza disso analisando o primeiro pictograma chinês. Perceba que os pictogramas simples das palavras Grande, Divisão, Oeste e Passeio formam o ideograma (que exprime a ideia) de Migrar. Então concluímos que a formação dos ideogramas é fundamentada em experiências reais.


Podemos achar que talvez isso seja uma coincidência contida no idioma chinês; no meio de tantos símbolos talvez alguns realmente tenham algo em comum. Um argumento comum dos céticos quanto à universalidade dos relatos bíblicos, sobretudo os eventos do Gênesis (a Criação, o Éden e o Dilúvio), é a de que civilizações antigas como a China não têm [aparentemente] nenhuma ligação cultural e religiosa com a visão teísta-criacionista das Escrituras. Entretanto, os autores C. H. Kang e a Dra. Ethel R. Nelson, em sua obra Descoberta do Gênesis na Língua Chinesa (The Discovery of Genesis) – que, aliás, já está na minha lista de aquisições urgentes –, mostram justamente o oposto. Publicado em 1979, foi lançado em português somente em 2011, pela Sociedade Criacionista Brasileira.
A Dra. Ethel R. Nelson explica: 
“Um estudo dos mais antigos escritos Chineses, artigos de bronze e oracle bone writing [escritos em cascos de tartarugas ou ossos, feitos por adivinhadores] apoia a ideia de seu [dos chineses] conhecimento detalhado do mundo pré-diluviano. Essas formas de escrita primitiva são mais pictográficas (pictogramas) do que a taquigrafia de hoje. Os caracteres mais primitivos e básicos, chamados ‘radicais’ servem como o ‘ABC’ da escrita. Quando os radicais são combinados, eles formam um tipo de caractere mais complexo, chamado ‘ideograma’, que relata uma história ou conceito.”
A evidência dos relatos do Gênesis na escrita milenar dos chineses é algo precioso histórica, cultural e teologicamente. Como bem frisou Paul Zimmerman, presidente do Concordia Teachers College (River Forrest, Illinois):
“À semelhança de arqueólogos pacientes e cuidadosos, os autores ajuntaram as evidências. Muitos hão de concordar. Outros, sem dúvida, colocarão em cheque este trabalho. Mas as evidências parecem pedir que se cave mais fundo, pois não podem ser ignoradas. Não, as evidências não podem ser colocadas de lado, como se os pontos correspondentes entre os seis ideogramas chineses e o Gênesis fossem mero produto do acaso. Não, este livro clama por consideração muito mais séria.”
Vamos analisar alguns pictogramas encontrados na escrita chinesa que apontam para os primeiros capítulos do livro de Gênesis.


A Bíblia em Gênesis 2:27 traz a seguinte narrativa: "Então o Senhor Deus formou o homem do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego de vida, e o homem se tornou um ser vivente." Perceba a conexão entre os pictogramas. A palavra "Boca", também representa "homem" ou "pessoa", por esse ideograma podemos entender que "uma pessoa viva de pó". Ainda podemos relacionar a palavra "falar" com "caminhar" para formar o pictograma "criar", em chinês. 



Ainda podemos relacionar as palavras "vivo", "pó", "homem" e formar o ideograma "primeiro", em chinês. Seria muita coincidência esses ideogramas comporem justamente as palavras que confirmam o relato bíblico.



No princípio o homem desfrutava de uma comunhão com Deus. Havia verdadeira felicidade no relacionamento entre o homem e Deus. No jardim Deus abençoou o homem vivente, e no jardim desfrutou de felicidade e comunhão. Confira os relatos em Gênesis 1:26 ou Gênesis 3:9.



Uma criança chinesa pode em algum momento ter perguntado de onde veio o primeiro homem. Como já vimos anteriormente, os chineses migraram do oeste. E o ideograma de representação da palavra "oeste" é composto pelas palavras "um", "homem" e "jardim fechado".




Essa mesma criança podia ter perguntado sobre a origem da primeira mulher. E mais uma vez os ideogramas mostram uma fina sintonia com o primeiro livro da Bíblia. A mulher foi desejada pelo homem e podemos observar que a palavra "oeste" aparece nas duas concepções de ideogramas. Gênesis 2:18.


Na Bíblia também encontramos o relato de como começou a humanidade. Foi com duas pessoas, Adão e Eva.  E delas toda a humanidade se originou.

 

Em Gênesis 2:8 e 9 lemos que Deus plantou um jardim no Oriente. E que havia muitas árvores, mas apenas duas especiais. E que Deus havia proibido o homem de comer o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Leia Gênesis 2:16 e 17. O homem foi proibido de comer o fruto de uma árvore e, se desobedecesse, a outra (Árvore da Vida) seria tirada dele também.



Em Gênesis 3:1-8 lemos que a serpente enganou a mulher. E após isso homem e mulher cobiçaram o fruto proibido da árvore do conhecimento do bem e do mal, e ambos pecaram diante de Deus. Como já vimos, a palavra "desejar" tem contida a palavra "mulher". E se mudarmos para "cobiça", temos a ideia formada de duas árvores com uma mulher



Sabemos pela Bíblia que Satanás, o tentador, foi responsável por induzir Adão e Eva ao pecado no jardim do Éden. Na palavra "diabo" temos a ocorrência de um segredo contado em um jardim para as pessoas. E na palavra "tentador" temos a ocorrência das duas árvores.





O livro de Gênesis também relata o que aconteceu imediatamente após ser comido o fruto proibido. Adão e Eva viram que estavam nus. Uma das palavras que descreve "homem" é associada à palavra "fruta" para compor a ideia de "nudez".



Sabemos que houve um castigo aplicado ao homem e à mulher por desobedecerem aos conselhos de Deus. Ao homem foi dito que com suor tiraria o alimento da terra, e a terra produziria ervas daninhas. A mulher sentiria dor no parto e isso seria uma espécie de punição pelo erro cometido. As ideias de dor e tristeza são compostas por elementos das histórias relatadas em Gênesis.




Quando analisamos o grande dilúvio global que Gênesis relata, vemos que apenas oito pessoas se salvaram. A ideia de "navio" é composta pelas palavras "boca", "oito" e "barco". Logicamente o evento foi tão marcante nos descendentes de noé que ficou registrado na escrita.



Até para formarmos a ideia de "total" temos que unir as palavras "oito", "unidos" e "terra", numa clara alusão aos oito sobreviventes da arca de Noé que formaram a totalidade dos seres vivos após o dilúvio.



Conforme a Bíblia, o dilúvio se estendeu por toda a Terra. Se unirmos a ideia de "água" com a ideia de "total", temos o ideograma que representa "dilúvio" ou "inundação". 


O estudo desses pictogramas evidencia o fato de que o registro de Gênesis não é exclusivo do povo hebreu. Outro fato a se atestar é que o registro de Gênesis é fiel ao que realmente aconteceu. A tradição oral e os vestígios culturais ficaram presos ao tempo e nos mostram evidências de que a verdade está presente nos dias atuais.

3 de agosto de 2017

Biomimetismo: a imitação da vida


Cientistas observaram a natureza e descobriram que alguns animais têm com eles sistemas sofisticados que lhes permitem sobreviver melhor, quer ao nível da locomoção, quer no nível da camuflagem. Ao refletirem sobre esses sistemas, fizeram experiências e descobriram coisas que lhes permitem entender o propósito e a causa de os sistemas serem como são. Esse ramo de pesquisa se chama Biomimetismo. A biomimética é uma área da ciência que tem por objetivo o estudo das estruturas biológicas e das suas funções, procurando aprender com a natureza, suas estratégias e soluções, e utilizar esse conhecimento em diferentes domínios da ciência. A designação dessa recente e promissora área de estudo científico provém da combinação das palavras gregas bios, que significa vida, e mimesis, que significa imitação. Dito de modo simples, a biomimética é a imitação da vida. 

Os pesquisadores copiaram o que viram e fizeram (ou vão fazer) dispositivos que vão beneficiar os seres humanos. Usaram a inteligência, o planeamento e o design para construir as réplicas tecnológicas.

As perguntas que se põem são as seguintes: Uma vez que as réplicas precisaram de plano, propósito, design, inteligência e tudo o mais que envolve um sistema desenhado, é lógico pensar que os sistemas biológicos, bem mais complexos do que as réplicas que fazemos, não foram feitas por Alguém? É lógico pensar que o mais simples e a cópia foram feitos por alguém, mas o mais complexo e o original são obra do “Pai Tempo” e da “Mãe Acaso”?

O design existente na natureza, o mesmo design que os cientistas usam como inspiração, é uma evidência poderosa para o poder, a glória e a genialidade infinita de Deus.

Conforme Paulo diz em Romanos 1:19-22: "Pois o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, Seu eterno poder e Sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis; porque, tendo conhecido a Deus, não O glorificaram como Deus, nem Lhe renderam graças, mas os seus pensamentos tornaram-se fúteis e os seus corações insensatos se obscureceram. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos."

MARTIN PESCADOR E O TREM BALA
Os primeiros protótipos de trem-bala criavam uma explosão sonora ao sair de um túnel, o que não era desejável, claro. Em seguida, o engenheiro da empresa J. R. West, que tem o hábito de observar pássaros, começou a estudar espécies como o martim-pescador, capaz de mergulhar na água quase sem causar ondulações – “eles vão de uma densidade média, o ar, para outra densidade média, água, sem espalhar água”, percebeu. Alterações no projeto baseadas nessa habilidade do pássaro tornaram o trem-bala 10% mais rápido com 15% menos gasto de eletricidade, além de praticamente eliminar a explosão sonora.

O GATO E O PARA-CHOQUES
Um gato é capaz de cair de alturas consideráveis sem se machucar, graças a um detalhe anatômico: não há uma ligação esquelética direta entre sua clavícula e coluna vertebral, o que permite que os membros dianteiros absorvam o impacto da queda de modo eficiente – algo que pode ser usado para produzir grades de segurança e para-choques mais eficazes.

FOLHAS ANTI-POLUIÇÃO
Certos tipos de árvore (como bordo, aspen e álamo) têm folhas capazes de absorver alguns tipos de poluentes com mais facilidade do que outras – 40% a mais, se esses poluentes estiverem combinados com oxigênio. O mecanismo por trás dessa eficiente absorção tem sido aproveitado por fabricantes de filtro de ar.

ADESIVO NATURAL
Amoras silvestres (também conhecidas como blackberries, em inglês) têm pequenos ganchos que permitem que elas se grudem em diversas superfícies sem a necessidade de substâncias químicas adesivas – algo é aproveitado em setores como construção e embalagens.

BORBOLETAS E A LIMPEZA
Sem gastar energia ou depender de substâncias químicas, borboletas são capazes de manter suas asas livres de sujeira (da mesma forma que os tubarões-de-galápagos mantêm sua superfície corporal livre de bactérias), graças à maneira como sua superfície interage com as moléculas de água e de impurezas – segredo aproveitado por algumas empresas especializadas em revestimentos.

DO NEVOEIRO PARA O COPO
No deserto da Namíbia, um pequeno inseto é capaz de coletar água a partir de um nevoeiro e, com isso, garantir a própria sobrevivência. “Ele tem ‘bombas’ na superfície de suas asas que agem como ‘ímãs para água’. A água adere a essas bombas, desce pelas laterais e vai direto para a boca da criatura”, explica Benyus. O pesquisador Andrew Parker, da Universidade de Oxford (Inglaterra), estudou o fenômeno e ajudou empresas de arquitetura a construir estruturas que, como o inseto, são capazes de coletar água de nevoeiro de modo eficiente. “Dez vezes melhores do que nossas redes de capturar névoa”, diz.

TUBARÃO VS. BACTÉRIAS
O tubarão-de-galápagos é capaz de manter a superfície de seu corpo livre de bactérias graças a minúsculas elevações presentes nela. Essas elevações seguem um padrão específico e impedem a adesão de bactérias – segredo aproveitado pela empresa Sharklet Technologies, que fabrica revestimentos que evitam o acúmulo de bactérias. Essa tecnologia reduz o uso de produtos químicos bactericidas (que são uma solução provisória, já que há cada vez mais micro-organismos resistentes a eles).

O VELCRO FLORAL
O velcro foi inventado em 1941 pelo engenheiro suíço Georges de Mestral. Ele observou no microscópio as pequenas sementes de Arctium, que grudavam constantemente no pelo de seu cachorro. Descobriu filamentos que terminavam em pequenos ganchos que geravam uma potente aderência. Assim, ele teve seu momento de “Eureka!” e desenvolveu o eficiente velcro, utilizado tanto no vestuário quanto na indústria em geral.

MARTELO PICA-PAU
A forma da cabeça e do corpo do pica-pau foi estudada para a invenção de uma martelo mais eficiente. Usar o poder das formas naturais para aumento de eficiência de equipamentos e produtos é algo muito utilizado na indústria, como o exemplo do uso das formas dos pássaros para melhorar a aerodinâmica dos aviões. Leonardo Da Vinci já havia se rendido à "sabedoria da natureza" e observava constantemente suas formas para gerar ideias.

Referências:
http://www.asknature.org/
http://blog.ted.com/2009/08/06/biomimicry_in_a/

Leia mais sobre biomimética aqui.

Se Deus é eterno por que o universo não poder ser?


A eternidade, além de ser uma ausência de tempo, é uma qualidade do ser que não muda, não sofre modificações nem está submetido ao tempo. O universo muda, se corrompe, e por isso não pode ser eterno por si só. E é exatamente porque o tempo é a medida dessa mudança que é preciso um ser atemporal e ETERNO que a tenha causado: DEUS!

Para que possamos utilizar a lógica e a razão, precisamos ter consciência do objeto estudado e de nós mesmos. Tem que haver um algo de que todos os aprendizados, leis, propriedades, capacidades, possibilidades emanam. Esse algo tem que ser imóvel (não mudar qualitativamente), e é a existência desse algo que explicaria a existência de coisas que mudam, como você, a natureza e o universo.


Para algo ser Deus, esse “algo” transcende a razão de ter sido causado por alguém. Logo, se existe um Deus, supomos que ele seja:

Eterno, pois não teve causa.
Atemporal, pois está fora do domínio do tempo.
Onipotente, pois seu poder é ilimitado.

Partir dessa concepção de divindade ajuda a eliminar qualquer falsa discussão sobre a origem de Deus ou sobre a natureza de Deus. Então para se discutir se há um Deus jamais podemos partir do pressuposto comparativo politeísta, mitológico ou de deuses criados por razões humanas.


Uma vez que vivemos em um universo de causa e efeito naturalmente assumimos que essa é a única maneira em que qualquer tipo de existência possa funcionar. No entanto, a premissa é falsa. Sem a dimensão do tempo não há causa e efeito, e todas as coisas que poderiam existir em tal esfera não teriam necessariamente que ser causadas, mas sempre teriam existido. Portanto, Deus não tem necessidade de ser criado, mas, na verdade, criou a dimensão de tempo do nosso universo, especificamente por uma razão: para que a causa e o efeito existissem para nós. No entanto, desde que Deus criou o tempo, causa e efeito nunca se aplicam à existência dEle.


A ideia de que Deus pode ser eterno nos leva à ideia de que talvez o universo seja eterno e, portanto, Deus não precisaria existir. Na verdade, essa era a crença predominante de ateus antes de os dados observacionais do século 20 refutarem fortemente a ideia de que o universo pudesse ser eterno. Esse fato apresenta um grande dilema para os ateus, uma vez que um universo não eterno implica que ele deve ter sido causado. Talvez Hebreus 11:3 esteja correto! Para harmonizar suas crenças com esse fato, naturalistas têm especulado sobre a possível existência de algum mecanismo que possa gerar universos.


Além do problema da origem do universo, ainda existe o do ajuste fino: inúmeros parâmetros do universo estão finamente ajustados para que a vida seja possível. A probabilidade de isso ocorrer por acaso em uma dada oportunidade (criação do universo) é insignificante. Na tentativa de resolver esse “problema”, naturalistas têm especulado que o suposto mecanismo que talvez exista e crie universos gere uma infinidade de universos com todas os valores possíveis de parâmetros. Nós viveríamos em um dos que possuem uma combinação tal que permite a existência de seres vivos.


Mas existe ainda outro problema: um dos instrumentos matemáticos mais poderosos para estudar tanto as leis deste universo quanto as de qualquer outro que se imagine utiliza-se do princípio da ação mínima, deduzido a partir de características de Deus ensinadas na Bíblia. Trata-se de um princípio de otimização. Por que as leis físicas deste ou de qualquer universo obedeceriam a um princípio de otimização se, em última instância, as leis físicas são aleatórias? E o que determina o que é aleatório e o que não é se não existem leis físicas para gerar leis físicas?


Uma desculpa que tem sido usada para não levar em conta a possível existência de um Ser que criou a realidade física é a navalha de Occam. As explicações para o que observamos devem ser as mais simples possíveis. Deus seria a explicação mais complexa possível, pois Ele é infinito. Mas isso é uma falácia. Quando definimos uma estrutura matemática (para usar em modelos), o fazemos por meio de um conjunto de axiomas. Cada axioma torna a definição mais específica. Sem os axiomas, tudo (o infinito) se encaixa na definição. A cada axioma acrescentado, perdemos generalidade e nos “afastamos” do infinito, indo do geral ao particular, do infinito ao finito. Quanto mais axiomas adicionamos, mais complexa é a definição de nossa estrutura matemática e mais complexos serão os modelos que a utilizarão. Por essas simples considerações, já é possível notar que o mais simples está no infinito, não no finito. A ideia de que Deus é a hipótese mais complexa por ser Ele infinito é um equívoco. Na verdade, se corretamente utilizada, é uma hipótese com grande poder de simplificação matemática, desde que não se recorra ao princípio da preguiça seguido por alguns: “Deus fez assim e pronto, não preciso explicar como.”

14 de julho de 2017

A descoberta da deriva continental


O leitor Rodrigo A. nos enviou uma série de "afirmações" que, na visão de mundo dele, corroboram fatos sobre a macroevolução. O leitor escreve: 

"...Além disso, você ignora o fato de que a própria ideia da evolução permitiu que pudéssemos descobrir a deriva continental..."

Mas, afinal, o que é deriva continental ?

Deriva continental é o nome de uma teoria mais tarde "incorporada" à Teoria Tectônica de Placas, que trata do movimento dos continentes pelo globo terrestre. Esse teoria afirma que as terras emersas do nosso planeta vêm se movimentando desde sua consolidação, e continuam nesse deslocamento, em grande parte pela influência da ação no núcleo incandescente da Terra. Assim, as posições que os continentes e ilhas do planeta ocupam hoje no mapa eram e serão bem diferentes da configuração atual, ou seja, os continentes estão à deriva pelo oceano, em movimento sem direção determinada.



Super Continente



As perguntas que queremos fazer são:

1) A ideia da evolução permitiu descobrir a deriva continental?

Não. Basta olharmos para um mapa plano da Terra que conseguimos perceber que a América se encaixa na África e que existem centenas de outras similaridades e evidências que apontam para a separação dos continentes (muito antes da formulação da teoria da evolução). Até uma criança poderia chegar a essa conclusão observando o mapa do globo terrestre. A ideia da evolução pode fazer uso da teoria da deriva continental para afirmar seus pontos de vista e fazer suas hipóteses terem sentido, mas afirmar que por causa da ideia da evolução a deriva continental foi descoberta é atribuir aos pensadores evolucionistas poderes quase "sobrenaturais". 

2) O que a Bíblia fala sobre o assunto?

Com relação ao "descobrimento da deriva continental", a Bíblia deveria participar dos créditos, pois em Gênesis 1:9 é relatada a criação da "porção seca" de terra. O relato diz que era apenas uma porção de terra, no singular.

Em geologia, Rodínia refere-se a um supercontinente que existia e que abrangia a maior parte da porção continental da Terra. Acredita-se que se quebrou em oito continentes cerca de "750 milhões de anos atrás". Os movimentos dos continentes antes da formação de Rodínia são incertos. Entretanto, os movimentos das massas continentais depois do rompimento do supercontinente são mais bem compreendidos e continuam sendo objetos de pesquisa. Os oito continentes que compunham Rodínia foram posteriormente reunidos em outro supercontinente chamado Panótia e, depois, Pangeia. Os vestígios de Rodínia podem ser encontrados pela América do Sul. No Brasil, podem ser representados pelo cráton São Luís, pela província Borborema, pelo bloco Parnaíba, pelos crátons São Francisco e Paranapanema, pelo bloco Rio Apa, pelo cráton Luiz Alves, pelo maciço Curitiba, parte do cráton Rio da Plata, sendo o principal vestígio o cráton Amazônico que compreende vários estados do Norte do Brasil e parte da região Centro-Oeste. Rodínia vem da palavra russa e búlgara Rodina que significa "terra natal" e é usada em vários contextos.

O evento que deu "início" ao afastamento dos continentes foi certamente o dilúvio, pois o "rompimento" das fontes subterrâneas, terremotos e eventos geológicos que ocorreram foram suficientes para dar início à separação dos continentes.

Esse fato também explica a origem dos fósseis já encontrados, pois a grande maioria desses fósseis foi produzida em rochas sedimentares (processo pelo qual substâncias minerais ou rochosas, ou substâncias de origem orgânica, depositam-se em ambiente aquoso). Há considerável evidência de que os continentes se moveram, separando-se. Pode não ter ocorrido que todo o movimento das placas dos continentes fosse completado durante o dilúvio; e movimentos significativos das placas podem ter continuado por algum tempo após o dilúvio.

Processo de Fossilização

De qualquer forma, as causas desse movimento não são bem compreendidas. Não se sabe se um movimento rápido das placas pode ter sido facilitado pelas “águas sob a terra” ou o rompimento das “fontes do abismo”, mas vale a pena considerar essa possibilidade. Atualmente, elas se movem muito lentamente, mas poderiam se mover mais rápido se houvesse condições apropriadas. No tempo presente, o monte Everest tem dois metros a mais do que tinha quando medido em 1954 pelos geólogos, devido a esse constante movimento das placas tectônicas.

Atualmente existem muitos estudos que visam a explicar o movimento dessas placas tectônicas. Uma teoria interessante que sugiro aos leitores é a teoria das hidroplacas. Um livro bom sobre o assunto é a obra de Walter Brown In the Beginning: Compelling Evidence for Creation and the Flood.

Existe uma hipótese que diz que os dinossauros morreram com a queda de um grande meteoro na Terra, a qual é ensinada nas escolas como um fato já estabelecido. Costumamos repeti-la sem ao menos pensar no fato de que o meteoro matou animais tão grandes e resistentes como os dinossauros, mas deixou vivas outras espécies animais bem mais sensíveis e frágeis. Por outro lado, o dilúvio explica bem a grande mortandade desses animais, pois devido ao tamanho de algumas espécies seria necessária grande quantidade de material e, também, um tempo curto para sedimentá-los.

As águas que desceram do céu e, também, as que vieram do subsolo foram suficientes para cobrir em 15 côvados as montanhas mais altas por dois motivos: (1) a superfície terrestre era bem mais plana naquele período e (2) as montanhas atuais foram formadas por compressão ou sobreposição da crosta terrestre, na época em que as placas continentais estacionaram e todo esse material foi-se projetando para cima.

Conclusão

A teoria da deriva continental tem mais a favorecer o relato bíblico do que supostamente ser fruto da ideia evolutiva, como declarou nosso leitor. O fato é que muito há de se estudar ainda nessa área da geologia, e as evidências descobertas nos últimos anos em nada minimizam o relato bíblico.

Agora, para concluir, queremos deixar um pensamento para reflexão: Se a Bíblia é a verdade e ela acerta em contar o que aconteceu no passado, ela deve também acertar os eventos que irão acontecer no futuro. E eventos geológicos que nunca antes se viu na Terra estão agendados no Apocalipse. Sugiro que todos permaneçam na nova "arca", pois lá estaremos seguros.

13 de julho de 2017

Mutação genética é evolução ?



A reprodução seletiva nada mais faz do que combinar genes existentes, sendo assim, a única maneira de levar a evolução a novos níveis de complexidade é introduzir um novo material genético. A única fonte natural de material genético novo na natureza são as mutações. No neodarwinismo atual, o mecanismo central para a evolução são a mutação aleatória e a seleção natural. 

O conceito de mutação foi popularizado para o segmento mais jovem, há poucos anos, pelas adolescentes Tartarugas Ninjas Mutantes e os X-Men, por exemplo, e hoje praticamente qualquer filme de ficção científica apresenta esse tipo de mutação. Mas o que é exatamente isso? Mutação é evolução ? 

Já que o gene é semelhante a um conjunto codificado de instruções, uma mutação é como um erro de digitação - uma letra trocada aqui, um sinal de pontuação alterado ali, uma frase ou código genético omitidos. Mas temos aí um problema óbvio. Se você introduz um erro de digitação no relatório que está escrevendo, é improvável que isso vá melhorá-lo. É mais provável que um erro venha a piorar e não melhorar o sentido do texto. O mesmo é verdade quanto a erros no código genético. A maioria das mutações é prejudicial ou, frequentemente, letal ao organismo, de modo que, se as mutações se acumulassem, o mais provável seria que o resultado fosse involução, e não evolução.

Com o propósito de fazer sua teoria funcionar, os neodarwinistas devem esperar que algumas mutações, em algum lugar e de algum modo,venham a ser benéficas. Além disso, dado que a evolução de uma única estrutura ou de um novo órgão em particular pode exigir milhares e milhares de mutações, os neodarwinistas devem esperar que uma grande quantidade dessas raras mutações benéficas ocorra em um único organismo. As improbabilidades são chocantes.

Se levarmos o neodarwinismo ao laboratório e o testarmos experimentalmente, as dificuldades apenas se multiplicarão. O modo mais prático de estudar mutações em laboratório é com a ajuda da mosca-da-fruta comum - do tipo que você pode ver voando ao redor de bananas maduras na cozinha. Uma vez que essa pequena mosca alcança a maturidade sexual em apenas cinco dias, podem ser observados os efeitos da mutação sobre várias gerações. Com o uso de substâncias químicas ou de radiação para induzir mutações, cientistas têm produzido moscas com olhos púrpura ou brancos; moscas com asas superdimensionadas ou encolhidas ou mesmo sem asas; larvas de mosca com pelos rígidos esparsos ou em tal quantidade que elas se tornam semelhantes ao porco-espinho.


Mosca-da-fruta - Euaresta aequalis

Não obstante, toda essa experimentação de modo algum tem feito avançar a teoria da evolução, pois nada tem sido produzido a não ser formas bizarras de mosca-da-fruta. As experiências jamais produziram um novo tipo de inseto. As mutações alteram os detalhes em estruturas existentes — como a cor dos olhos ou o tamanho das asas —, mas não levam à criação de novas estruturas. A mosca-da-fruta continua sendo mosca-da-fruta. À semelhança do processo de reprodução, as mutações genéticas produzem apenas mudanças menores e limitadas.

Além disso, as pequenas mudanças observadas não se acumulam para criar mudanças maiores - princípio central do darwinismo. De fato, as mutações não são a fonte para as mudanças infinitas e ilimitadas exigidas pela teoria da evolução. Quer examinemos as experiências de reprodução ou as experiências de laboratório, o resultado é o mesmo: as mudanças em seres vivos permanecem estritamente limitadas a variações de um tema. Não vemos o surgimento de novas e mais complexas estruturas.

O mesmo padrão se mantém por todo o tempo, como vemos na pesquisa dos fósseis. A regra definitiva é que os organismos aparecem completamente formados, com variações agrupadas em torno do mesmo padrão, sem estágios transitórios que cumpram etapas evolutivas. De fato, a pesquisa de fósseis, como um todo, apresenta evidências convincentes contra o darwinismo.

O domínio desses fatos básicos nos dá as ferramentas adequadas para pensar de forma crítica a respeito dos exemplos tipicamente usados para apoiar a evolução. Tomem-se os famosos pintassilgos de Darwin, pássaros cuja variação no tamanho dos bicos ajudou a inspirar sua teoria inicial. Estudo recente, destinado a apoiar o darwinismo, descobriu que os bicos daqueles pássaros crescem mais nas estações secas, nas quais os grãos que comem são mais duros e secos, mas crescem menos após a estação chuvosa, em que pequenas sementes tornam-se novamente disponíveis. 

Isso é a evolução acontecendo “ante [nossos] próprios olhos”, conclui o autor do estudo. Mas, na verdade, é exatamente o contrário: a mudança no bico dos pássaros é uma flutuação cíclica que lhes permite adaptar-se e sobreviver, aponta Phillip Johnson, em Reason in the Balance (Razão na Balança). Em outras palavras, é uma pequena adaptação que permite aos pássaros... continuar a ser pássaros. A mudança não demonstra que estejam desenvolvendo um novo tipo de organismo ou que originalmente se desenvolveram de outro organismo.

O mesmo vale para todas as frequentemente citadas “confirmações” da evolução, tais como os organismos que desenvolvem resistência a antibióticos e insetos que desenvolvem resistência ao inseticida. E, ainda mais perturbador, alguns dos mais famosos exemplos têm sido desmascarados como metas fraudes - como é caso recente das mariposas matizadas de preto-e-branco, na Inglaterra. Os livros escolares asseguram que, durante a Revolução Industriai, quando os troncos das árvores foram escurecidos pela fuligem, uma variedade de mariposas de cores brilhantes tornou-se mais visível e mais fácil de ser comida pelos pássaros, enquanto um tipo de mariposa mais escura se multiplicava.

Isso é apregoado como ilustração clássica da seleção natural, a teoria de que a natureza preserva as formas que funcionam melhor que suas rivais na luta pela existência. No entanto, recentemente foi descoberto que as fotografias exibindo as mariposas brilhantes contra os troncos de árvore enegrecidos foram fraudadas. Mariposas pintadas voam ao redor dos galhos mais altos e de modo algum pousam nos troncos. Ainda mais recentemente, o biólogo Theodore Sargent, da Universidade de Massachusetts, admitiu haver colado exemplares mortos de mariposas sobre troncos de árvore, para um documentário. A respeitada revista Nature afirma que o exemplo das mariposas, considerado o “cavalo premiado de nosso estábulo” para ilustrar a evolução por seleção natural, deve agora ser rejeitado.

Nenhuma descoberta científica contradisse o princípio básico de que a mudança em seres vivos é limitada. Luther Burbank, tido como o maior criador de animais reprodutores de todos os tempos, disse que a tendência dos organismos de se manterem fiéis à sua condição é tão constante que pode ser considerada uma lei natural - que ele chamou de Lei da Reversão ao Padrão Médio. É uma lei, disse ele, que “mantém todos os seres vivos dentro de limites mais ou menos fixos” .

A despeito do que dizem os livros escolares, Darwin não provou que a natureza é capaz de ultrapassar esses “limites fixos”. Ele apenas sugeriu que isso era teoricamente possível - que mudanças menores poderiam se acumular por milhares de anos até que um peixe se tornasse anfíbio, um anfíbio se tornasse réptil e um réptil se tornasse mamífero. Mas, passados mais de cento e cinquenta anos, ficou claro que as especulações de Darwin dissipam-se em vista de todos os resultados dos experimentos de laboratório e de reprodução controlada, bem como diante do padrão da pesquisa de fósseis.

As palavras simples do primeiro capítulo de Gênesis ainda se mantêm firmes: Deus criou cada ser vivo para se reproduzir “segundo a sua espécie” (Gênesis 1:11, 12, 21, 24, 25).

(Fonte: E Agora Como Viveremos, de Charles Colson e Nancy Pearcey)