3 de agosto de 2017

Biomimetismo: a imitação da vida


Cientistas observaram a natureza e descobriram que alguns animais têm com eles sistemas sofisticados que lhes permitem sobreviver melhor, quer ao nível da locomoção, quer no nível da camuflagem. Ao refletirem sobre esses sistemas, fizeram experiências e descobriram coisas que lhes permitem entender o propósito e a causa de os sistemas serem como são. Esse ramo de pesquisa se chama Biomimetismo. A biomimética é uma área da ciência que tem por objetivo o estudo das estruturas biológicas e das suas funções, procurando aprender com a natureza, suas estratégias e soluções, e utilizar esse conhecimento em diferentes domínios da ciência. A designação dessa recente e promissora área de estudo científico provém da combinação das palavras gregas bios, que significa vida, e mimesis, que significa imitação. Dito de modo simples, a biomimética é a imitação da vida. 

Os pesquisadores copiaram o que viram e fizeram (ou vão fazer) dispositivos que vão beneficiar os seres humanos. Usaram a inteligência, o planeamento e o design para construir as réplicas tecnológicas.

As perguntas que se põem são as seguintes: Uma vez que as réplicas precisaram de plano, propósito, design, inteligência e tudo o mais que envolve um sistema desenhado, é lógico pensar que os sistemas biológicos, bem mais complexos do que as réplicas que fazemos, não foram feitas por Alguém? É lógico pensar que o mais simples e a cópia foram feitos por alguém, mas o mais complexo e o original são obra do “Pai Tempo” e da “Mãe Acaso”?

O design existente na natureza, o mesmo design que os cientistas usam como inspiração, é uma evidência poderosa para o poder, a glória e a genialidade infinita de Deus.

Conforme Paulo diz em Romanos 1:19-22: "Pois o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, Seu eterno poder e Sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis; porque, tendo conhecido a Deus, não O glorificaram como Deus, nem Lhe renderam graças, mas os seus pensamentos tornaram-se fúteis e os seus corações insensatos se obscureceram. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos."

MARTIN PESCADOR E O TREM BALA
Os primeiros protótipos de trem-bala criavam uma explosão sonora ao sair de um túnel, o que não era desejável, claro. Em seguida, o engenheiro da empresa J. R. West, que tem o hábito de observar pássaros, começou a estudar espécies como o martim-pescador, capaz de mergulhar na água quase sem causar ondulações – “eles vão de uma densidade média, o ar, para outra densidade média, água, sem espalhar água”, percebeu. Alterações no projeto baseadas nessa habilidade do pássaro tornaram o trem-bala 10% mais rápido com 15% menos gasto de eletricidade, além de praticamente eliminar a explosão sonora.

O GATO E O PARA-CHOQUES
Um gato é capaz de cair de alturas consideráveis sem se machucar, graças a um detalhe anatômico: não há uma ligação esquelética direta entre sua clavícula e coluna vertebral, o que permite que os membros dianteiros absorvam o impacto da queda de modo eficiente – algo que pode ser usado para produzir grades de segurança e para-choques mais eficazes.

FOLHAS ANTI-POLUIÇÃO
Certos tipos de árvore (como bordo, aspen e álamo) têm folhas capazes de absorver alguns tipos de poluentes com mais facilidade do que outras – 40% a mais, se esses poluentes estiverem combinados com oxigênio. O mecanismo por trás dessa eficiente absorção tem sido aproveitado por fabricantes de filtro de ar.

ADESIVO NATURAL
Amoras silvestres (também conhecidas como blackberries, em inglês) têm pequenos ganchos que permitem que elas se grudem em diversas superfícies sem a necessidade de substâncias químicas adesivas – algo é aproveitado em setores como construção e embalagens.

BORBOLETAS E A LIMPEZA
Sem gastar energia ou depender de substâncias químicas, borboletas são capazes de manter suas asas livres de sujeira (da mesma forma que os tubarões-de-galápagos mantêm sua superfície corporal livre de bactérias), graças à maneira como sua superfície interage com as moléculas de água e de impurezas – segredo aproveitado por algumas empresas especializadas em revestimentos.

DO NEVOEIRO PARA O COPO
No deserto da Namíbia, um pequeno inseto é capaz de coletar água a partir de um nevoeiro e, com isso, garantir a própria sobrevivência. “Ele tem ‘bombas’ na superfície de suas asas que agem como ‘ímãs para água’. A água adere a essas bombas, desce pelas laterais e vai direto para a boca da criatura”, explica Benyus. O pesquisador Andrew Parker, da Universidade de Oxford (Inglaterra), estudou o fenômeno e ajudou empresas de arquitetura a construir estruturas que, como o inseto, são capazes de coletar água de nevoeiro de modo eficiente. “Dez vezes melhores do que nossas redes de capturar névoa”, diz.

TUBARÃO VS. BACTÉRIAS
O tubarão-de-galápagos é capaz de manter a superfície de seu corpo livre de bactérias graças a minúsculas elevações presentes nela. Essas elevações seguem um padrão específico e impedem a adesão de bactérias – segredo aproveitado pela empresa Sharklet Technologies, que fabrica revestimentos que evitam o acúmulo de bactérias. Essa tecnologia reduz o uso de produtos químicos bactericidas (que são uma solução provisória, já que há cada vez mais micro-organismos resistentes a eles).

O VELCRO FLORAL
O velcro foi inventado em 1941 pelo engenheiro suíço Georges de Mestral. Ele observou no microscópio as pequenas sementes de Arctium, que grudavam constantemente no pelo de seu cachorro. Descobriu filamentos que terminavam em pequenos ganchos que geravam uma potente aderência. Assim, ele teve seu momento de “Eureka!” e desenvolveu o eficiente velcro, utilizado tanto no vestuário quanto na indústria em geral.

MARTELO PICA-PAU
A forma da cabeça e do corpo do pica-pau foi estudada para a invenção de uma martelo mais eficiente. Usar o poder das formas naturais para aumento de eficiência de equipamentos e produtos é algo muito utilizado na indústria, como o exemplo do uso das formas dos pássaros para melhorar a aerodinâmica dos aviões. Leonardo Da Vinci já havia se rendido à "sabedoria da natureza" e observava constantemente suas formas para gerar ideias.

Referências:
http://www.asknature.org/
http://blog.ted.com/2009/08/06/biomimicry_in_a/

Leia mais sobre biomimética aqui.

Se Deus é eterno por que o universo não poder ser?


A eternidade, além de ser uma ausência de tempo, é uma qualidade do ser que não muda, não sofre modificações nem está submetido ao tempo. O universo muda, se corrompe, e por isso não pode ser eterno por si só. E é exatamente porque o tempo é a medida dessa mudança que é preciso um ser atemporal e ETERNO que a tenha causado: DEUS!

Para que possamos utilizar a lógica e a razão, precisamos ter consciência do objeto estudado e de nós mesmos. Tem que haver um algo de que todos os aprendizados, leis, propriedades, capacidades, possibilidades emanam. Esse algo tem que ser imóvel (não mudar qualitativamente), e é a existência desse algo que explicaria a existência de coisas que mudam, como você, a natureza e o universo.


Para algo ser Deus, esse “algo” transcende a razão de ter sido causado por alguém. Logo, se existe um Deus, supomos que ele seja:

Eterno, pois não teve causa.
Atemporal, pois está fora do domínio do tempo.
Onipotente, pois seu poder é ilimitado.

Partir dessa concepção de divindade ajuda a eliminar qualquer falsa discussão sobre a origem de Deus ou sobre a natureza de Deus. Então para se discutir se há um Deus jamais podemos partir do pressuposto comparativo politeísta, mitológico ou de deuses criados por razões humanas.


Uma vez que vivemos em um universo de causa e efeito naturalmente assumimos que essa é a única maneira em que qualquer tipo de existência possa funcionar. No entanto, a premissa é falsa. Sem a dimensão do tempo não há causa e efeito, e todas as coisas que poderiam existir em tal esfera não teriam necessariamente que ser causadas, mas sempre teriam existido. Portanto, Deus não tem necessidade de ser criado, mas, na verdade, criou a dimensão de tempo do nosso universo, especificamente por uma razão: para que a causa e o efeito existissem para nós. No entanto, desde que Deus criou o tempo, causa e efeito nunca se aplicam à existência dEle.


A ideia de que Deus pode ser eterno nos leva à ideia de que talvez o universo seja eterno e, portanto, Deus não precisaria existir. Na verdade, essa era a crença predominante de ateus antes de os dados observacionais do século 20 refutarem fortemente a ideia de que o universo pudesse ser eterno. Esse fato apresenta um grande dilema para os ateus, uma vez que um universo não eterno implica que ele deve ter sido causado. Talvez Hebreus 11:3 esteja correto! Para harmonizar suas crenças com esse fato, naturalistas têm especulado sobre a possível existência de algum mecanismo que possa gerar universos.


Além do problema da origem do universo, ainda existe o do ajuste fino: inúmeros parâmetros do universo estão finamente ajustados para que a vida seja possível. A probabilidade de isso ocorrer por acaso em uma dada oportunidade (criação do universo) é insignificante. Na tentativa de resolver esse “problema”, naturalistas têm especulado que o suposto mecanismo que talvez exista e crie universos gere uma infinidade de universos com todas os valores possíveis de parâmetros. Nós viveríamos em um dos que possuem uma combinação tal que permite a existência de seres vivos.


Mas existe ainda outro problema: um dos instrumentos matemáticos mais poderosos para estudar tanto as leis deste universo quanto as de qualquer outro que se imagine utiliza-se do princípio da ação mínima, deduzido a partir de características de Deus ensinadas na Bíblia. Trata-se de um princípio de otimização. Por que as leis físicas deste ou de qualquer universo obedeceriam a um princípio de otimização se, em última instância, as leis físicas são aleatórias? E o que determina o que é aleatório e o que não é se não existem leis físicas para gerar leis físicas?


Uma desculpa que tem sido usada para não levar em conta a possível existência de um Ser que criou a realidade física é a navalha de Occam. As explicações para o que observamos devem ser as mais simples possíveis. Deus seria a explicação mais complexa possível, pois Ele é infinito. Mas isso é uma falácia. Quando definimos uma estrutura matemática (para usar em modelos), o fazemos por meio de um conjunto de axiomas. Cada axioma torna a definição mais específica. Sem os axiomas, tudo (o infinito) se encaixa na definição. A cada axioma acrescentado, perdemos generalidade e nos “afastamos” do infinito, indo do geral ao particular, do infinito ao finito. Quanto mais axiomas adicionamos, mais complexa é a definição de nossa estrutura matemática e mais complexos serão os modelos que a utilizarão. Por essas simples considerações, já é possível notar que o mais simples está no infinito, não no finito. A ideia de que Deus é a hipótese mais complexa por ser Ele infinito é um equívoco. Na verdade, se corretamente utilizada, é uma hipótese com grande poder de simplificação matemática, desde que não se recorra ao princípio da preguiça seguido por alguns: “Deus fez assim e pronto, não preciso explicar como.”

14 de julho de 2017

A descoberta da deriva continental


O leitor Rodrigo A. nos enviou uma série de "afirmações" que, na visão de mundo dele, corroboram fatos sobre a macroevolução. O leitor escreve: 

"...Além disso, você ignora o fato de que a própria ideia da evolução permitiu que pudéssemos descobrir a deriva continental..."

Mas, afinal, o que é deriva continental ?

Deriva continental é o nome de uma teoria mais tarde "incorporada" à Teoria Tectônica de Placas, que trata do movimento dos continentes pelo globo terrestre. Esse teoria afirma que as terras emersas do nosso planeta vêm se movimentando desde sua consolidação, e continuam nesse deslocamento, em grande parte pela influência da ação no núcleo incandescente da Terra. Assim, as posições que os continentes e ilhas do planeta ocupam hoje no mapa eram e serão bem diferentes da configuração atual, ou seja, os continentes estão à deriva pelo oceano, em movimento sem direção determinada.



Super Continente



As perguntas que queremos fazer são:

1) A ideia da evolução permitiu descobrir a deriva continental?

Não. Basta olharmos para um mapa plano da Terra que conseguimos perceber que a América se encaixa na África e que existem centenas de outras similaridades e evidências que apontam para a separação dos continentes (muito antes da formulação da teoria da evolução). Até uma criança poderia chegar a essa conclusão observando o mapa do globo terrestre. A ideia da evolução pode fazer uso da teoria da deriva continental para afirmar seus pontos de vista e fazer suas hipóteses terem sentido, mas afirmar que por causa da ideia da evolução a deriva continental foi descoberta é atribuir aos pensadores evolucionistas poderes quase "sobrenaturais". 

2) O que a Bíblia fala sobre o assunto?

Com relação ao "descobrimento da deriva continental", a Bíblia deveria participar dos créditos, pois em Gênesis 1:9 é relatada a criação da "porção seca" de terra. O relato diz que era apenas uma porção de terra, no singular.

Em geologia, Rodínia refere-se a um supercontinente que existia e que abrangia a maior parte da porção continental da Terra. Acredita-se que se quebrou em oito continentes cerca de "750 milhões de anos atrás". Os movimentos dos continentes antes da formação de Rodínia são incertos. Entretanto, os movimentos das massas continentais depois do rompimento do supercontinente são mais bem compreendidos e continuam sendo objetos de pesquisa. Os oito continentes que compunham Rodínia foram posteriormente reunidos em outro supercontinente chamado Panótia e, depois, Pangeia. Os vestígios de Rodínia podem ser encontrados pela América do Sul. No Brasil, podem ser representados pelo cráton São Luís, pela província Borborema, pelo bloco Parnaíba, pelos crátons São Francisco e Paranapanema, pelo bloco Rio Apa, pelo cráton Luiz Alves, pelo maciço Curitiba, parte do cráton Rio da Plata, sendo o principal vestígio o cráton Amazônico que compreende vários estados do Norte do Brasil e parte da região Centro-Oeste. Rodínia vem da palavra russa e búlgara Rodina que significa "terra natal" e é usada em vários contextos.

O evento que deu "início" ao afastamento dos continentes foi certamente o dilúvio, pois o "rompimento" das fontes subterrâneas, terremotos e eventos geológicos que ocorreram foram suficientes para dar início à separação dos continentes.

Esse fato também explica a origem dos fósseis já encontrados, pois a grande maioria desses fósseis foi produzida em rochas sedimentares (processo pelo qual substâncias minerais ou rochosas, ou substâncias de origem orgânica, depositam-se em ambiente aquoso). Há considerável evidência de que os continentes se moveram, separando-se. Pode não ter ocorrido que todo o movimento das placas dos continentes fosse completado durante o dilúvio; e movimentos significativos das placas podem ter continuado por algum tempo após o dilúvio.

Processo de Fossilização

De qualquer forma, as causas desse movimento não são bem compreendidas. Não se sabe se um movimento rápido das placas pode ter sido facilitado pelas “águas sob a terra” ou o rompimento das “fontes do abismo”, mas vale a pena considerar essa possibilidade. Atualmente, elas se movem muito lentamente, mas poderiam se mover mais rápido se houvesse condições apropriadas. No tempo presente, o monte Everest tem dois metros a mais do que tinha quando medido em 1954 pelos geólogos, devido a esse constante movimento das placas tectônicas.

Atualmente existem muitos estudos que visam a explicar o movimento dessas placas tectônicas. Uma teoria interessante que sugiro aos leitores é a teoria das hidroplacas. Um livro bom sobre o assunto é a obra de Walter Brown In the Beginning: Compelling Evidence for Creation and the Flood.

Existe uma hipótese que diz que os dinossauros morreram com a queda de um grande meteoro na Terra, a qual é ensinada nas escolas como um fato já estabelecido. Costumamos repeti-la sem ao menos pensar no fato de que o meteoro matou animais tão grandes e resistentes como os dinossauros, mas deixou vivas outras espécies animais bem mais sensíveis e frágeis. Por outro lado, o dilúvio explica bem a grande mortandade desses animais, pois devido ao tamanho de algumas espécies seria necessária grande quantidade de material e, também, um tempo curto para sedimentá-los.

As águas que desceram do céu e, também, as que vieram do subsolo foram suficientes para cobrir em 15 côvados as montanhas mais altas por dois motivos: (1) a superfície terrestre era bem mais plana naquele período e (2) as montanhas atuais foram formadas por compressão ou sobreposição da crosta terrestre, na época em que as placas continentais estacionaram e todo esse material foi-se projetando para cima.

Conclusão

A teoria da deriva continental tem mais a favorecer o relato bíblico do que supostamente ser fruto da ideia evolutiva, como declarou nosso leitor. O fato é que muito há de se estudar ainda nessa área da geologia, e as evidências descobertas nos últimos anos em nada minimizam o relato bíblico.

Agora, para concluir, queremos deixar um pensamento para reflexão: Se a Bíblia é a verdade e ela acerta em contar o que aconteceu no passado, ela deve também acertar os eventos que irão acontecer no futuro. E eventos geológicos que nunca antes se viu na Terra estão agendados no Apocalipse. Sugiro que todos permaneçam na nova "arca", pois lá estaremos seguros.

13 de julho de 2017

Mutação genética é evolução ?



A reprodução seletiva nada mais faz do que combinar genes existentes, sendo assim, a única maneira de levar a evolução a novos níveis de complexidade é introduzir um novo material genético. A única fonte natural de material genético novo na natureza são as mutações. No neodarwinismo atual, o mecanismo central para a evolução são a mutação aleatória e a seleção natural. 

O conceito de mutação foi popularizado para o segmento mais jovem, há poucos anos, pelas adolescentes Tartarugas Ninjas Mutantes e os X-Men, por exemplo, e hoje praticamente qualquer filme de ficção científica apresenta esse tipo de mutação. Mas o que é exatamente isso? Mutação é evolução ? 

Já que o gene é semelhante a um conjunto codificado de instruções, uma mutação é como um erro de digitação - uma letra trocada aqui, um sinal de pontuação alterado ali, uma frase ou código genético omitidos. Mas temos aí um problema óbvio. Se você introduz um erro de digitação no relatório que está escrevendo, é improvável que isso vá melhorá-lo. É mais provável que um erro venha a piorar e não melhorar o sentido do texto. O mesmo é verdade quanto a erros no código genético. A maioria das mutações é prejudicial ou, frequentemente, letal ao organismo, de modo que, se as mutações se acumulassem, o mais provável seria que o resultado fosse involução, e não evolução.

Com o propósito de fazer sua teoria funcionar, os neodarwinistas devem esperar que algumas mutações, em algum lugar e de algum modo,venham a ser benéficas. Além disso, dado que a evolução de uma única estrutura ou de um novo órgão em particular pode exigir milhares e milhares de mutações, os neodarwinistas devem esperar que uma grande quantidade dessas raras mutações benéficas ocorra em um único organismo. As improbabilidades são chocantes.

Se levarmos o neodarwinismo ao laboratório e o testarmos experimentalmente, as dificuldades apenas se multiplicarão. O modo mais prático de estudar mutações em laboratório é com a ajuda da mosca-da-fruta comum - do tipo que você pode ver voando ao redor de bananas maduras na cozinha. Uma vez que essa pequena mosca alcança a maturidade sexual em apenas cinco dias, podem ser observados os efeitos da mutação sobre várias gerações. Com o uso de substâncias químicas ou de radiação para induzir mutações, cientistas têm produzido moscas com olhos púrpura ou brancos; moscas com asas superdimensionadas ou encolhidas ou mesmo sem asas; larvas de mosca com pelos rígidos esparsos ou em tal quantidade que elas se tornam semelhantes ao porco-espinho.


Mosca-da-fruta - Euaresta aequalis

Não obstante, toda essa experimentação de modo algum tem feito avançar a teoria da evolução, pois nada tem sido produzido a não ser formas bizarras de mosca-da-fruta. As experiências jamais produziram um novo tipo de inseto. As mutações alteram os detalhes em estruturas existentes — como a cor dos olhos ou o tamanho das asas —, mas não levam à criação de novas estruturas. A mosca-da-fruta continua sendo mosca-da-fruta. À semelhança do processo de reprodução, as mutações genéticas produzem apenas mudanças menores e limitadas.

Além disso, as pequenas mudanças observadas não se acumulam para criar mudanças maiores - princípio central do darwinismo. De fato, as mutações não são a fonte para as mudanças infinitas e ilimitadas exigidas pela teoria da evolução. Quer examinemos as experiências de reprodução ou as experiências de laboratório, o resultado é o mesmo: as mudanças em seres vivos permanecem estritamente limitadas a variações de um tema. Não vemos o surgimento de novas e mais complexas estruturas.

O mesmo padrão se mantém por todo o tempo, como vemos na pesquisa dos fósseis. A regra definitiva é que os organismos aparecem completamente formados, com variações agrupadas em torno do mesmo padrão, sem estágios transitórios que cumpram etapas evolutivas. De fato, a pesquisa de fósseis, como um todo, apresenta evidências convincentes contra o darwinismo.

O domínio desses fatos básicos nos dá as ferramentas adequadas para pensar de forma crítica a respeito dos exemplos tipicamente usados para apoiar a evolução. Tomem-se os famosos pintassilgos de Darwin, pássaros cuja variação no tamanho dos bicos ajudou a inspirar sua teoria inicial. Estudo recente, destinado a apoiar o darwinismo, descobriu que os bicos daqueles pássaros crescem mais nas estações secas, nas quais os grãos que comem são mais duros e secos, mas crescem menos após a estação chuvosa, em que pequenas sementes tornam-se novamente disponíveis. 

Isso é a evolução acontecendo “ante [nossos] próprios olhos”, conclui o autor do estudo. Mas, na verdade, é exatamente o contrário: a mudança no bico dos pássaros é uma flutuação cíclica que lhes permite adaptar-se e sobreviver, aponta Phillip Johnson, em Reason in the Balance (Razão na Balança). Em outras palavras, é uma pequena adaptação que permite aos pássaros... continuar a ser pássaros. A mudança não demonstra que estejam desenvolvendo um novo tipo de organismo ou que originalmente se desenvolveram de outro organismo.

O mesmo vale para todas as frequentemente citadas “confirmações” da evolução, tais como os organismos que desenvolvem resistência a antibióticos e insetos que desenvolvem resistência ao inseticida. E, ainda mais perturbador, alguns dos mais famosos exemplos têm sido desmascarados como metas fraudes - como é caso recente das mariposas matizadas de preto-e-branco, na Inglaterra. Os livros escolares asseguram que, durante a Revolução Industriai, quando os troncos das árvores foram escurecidos pela fuligem, uma variedade de mariposas de cores brilhantes tornou-se mais visível e mais fácil de ser comida pelos pássaros, enquanto um tipo de mariposa mais escura se multiplicava.

Isso é apregoado como ilustração clássica da seleção natural, a teoria de que a natureza preserva as formas que funcionam melhor que suas rivais na luta pela existência. No entanto, recentemente foi descoberto que as fotografias exibindo as mariposas brilhantes contra os troncos de árvore enegrecidos foram fraudadas. Mariposas pintadas voam ao redor dos galhos mais altos e de modo algum pousam nos troncos. Ainda mais recentemente, o biólogo Theodore Sargent, da Universidade de Massachusetts, admitiu haver colado exemplares mortos de mariposas sobre troncos de árvore, para um documentário. A respeitada revista Nature afirma que o exemplo das mariposas, considerado o “cavalo premiado de nosso estábulo” para ilustrar a evolução por seleção natural, deve agora ser rejeitado.

Nenhuma descoberta científica contradisse o princípio básico de que a mudança em seres vivos é limitada. Luther Burbank, tido como o maior criador de animais reprodutores de todos os tempos, disse que a tendência dos organismos de se manterem fiéis à sua condição é tão constante que pode ser considerada uma lei natural - que ele chamou de Lei da Reversão ao Padrão Médio. É uma lei, disse ele, que “mantém todos os seres vivos dentro de limites mais ou menos fixos” .

A despeito do que dizem os livros escolares, Darwin não provou que a natureza é capaz de ultrapassar esses “limites fixos”. Ele apenas sugeriu que isso era teoricamente possível - que mudanças menores poderiam se acumular por milhares de anos até que um peixe se tornasse anfíbio, um anfíbio se tornasse réptil e um réptil se tornasse mamífero. Mas, passados mais de cento e cinquenta anos, ficou claro que as especulações de Darwin dissipam-se em vista de todos os resultados dos experimentos de laboratório e de reprodução controlada, bem como diante do padrão da pesquisa de fósseis.

As palavras simples do primeiro capítulo de Gênesis ainda se mantêm firmes: Deus criou cada ser vivo para se reproduzir “segundo a sua espécie” (Gênesis 1:11, 12, 21, 24, 25).

(Fonte: E Agora Como Viveremos, de Charles Colson e Nancy Pearcey)

11 de julho de 2017

A complexidade da evolução: morcego


Quando falamos em complexidade irredutível, sempre gosto de dar o exemplo do morcegoOs evolucionistas propõem que o morcego se desenvolveu de uma pequena criatura, semelhante ao rato, cujos membros dianteiros (os “dedos frontais”) transformaram-se em asas em passos gradativos. Mas imagine os passos: à medida que os “dedos frontais” tornavam-se maiores e a pele começava a crescer entre eles, o animal não podia mais correr sem tropeçar nos próprios dedos; por outro lado, os membros dianteiros ainda não eram longos o bastante para funcionar como asas. 

Assim, durante a maior parte de seus hipotéticos estágios transitórios, a pobre criatura teria membros muito longos para correr e muito curtos para voar. Ela se tornaria indefesa e logo estaria extinta. Não há maneira concebível pela qual asas de morcego sejam formadas em estágios graduais. 

Essa conclusão é confirmada pela pesquisa de fósseis, na qual não encontramos nenhum fóssil intermediário que nos leve ao morcego. Desde a primeira vez que os morcegos aparecem na pesquisa de fósseis, eles já estão completamente formados e virtualmente idênticos aos morcegos modernos.

Com este exemplo, não estou dizendo que não há adaptações nas espécies que podemos claramente observar. Talvez alguns possam até considerar essas "adaptações" como evolução. Porém, a extrapolação nunca existiu. Ou seja, peixes não se tornaram em anfíbios, não habitaram em árvores e nem começaram a caminhar de forma ereta bilhões de anos atrás.

22 de junho de 2017

Sopa primordial #6: organizando os elementos


Outro dispositivo a que toda experiência sobre a origem da vida recorre é o sifão para proteger os produtos finais que foram formados. Os aminoácidos são delicados e facilmente se quebram, voltando aos elementos dos quais eles são compostos. Quando a eletricidade ou o calor são usados como fonte de energia para induzir os elementos químicos a se ligarem e formar aminoácidos, essa mesma energia pode também quebrá-los. Assim, o pesquisador tem que achar alguma forma de proteger os delicados compostos químicos. A solução é construir um sifão que remova os aminoácidos do local da reação assim que são formados, para protegê-los da desintegração. O aparato de Miller era um quadrado de vidro com tubulação ligada a um bulbo no topo, cheio de eletrodos para criar faíscas, e uma elevação em forma de “U” na parte de baixo, cheia de água para capturar os aminoácidos. Miller drenava o sifão para remover os aminoácidos da área da reação a fim de que não se quebrassem de novo.

Para entender por que isso e tão importante, imagine que você seja uma criança saboreando uma tigela de sopa de letrinhas. Quando mexe a sopa, você é, nesse caso, uma fonte de energia. Mexendo devagar, você pode fazer com que umas poucas letras se alinhem e formem pequenas palavras, como “P-A-R-A” ou "P-O-R”. Mas, ao continuar mexendo, sua colher vai rapidamente espalhar as letras de novo, a menos que retire as palavras e as coloque cuidadosamente em um prato. É isso que o sifão faz: ele retira os aminoácidos e os coloca cuidadosamente fora de perigo, e os preserva.

O problema é que, mais uma vez, a natureza não vem equipada com sifões convenientes para proteger as delicadas unidades básicas da vida. Quaisquer aminoácidos que possam se formar de modo espontâneo na natureza se desintegrariam com rapidez. Por isso, um sifão é absolutamente necessário para uma experiência, mas ele com certeza faz a experiência completamente irrelevante para confirmar qualquer teoria da origem da vida.

Em todos os aspectos, as experiências que provocaram tanta empolgação se mostraram artificiais. Como resultado, até as experiências mais bem-sucedidas sobre a origem da vida não nos dizem quase nada sobre o que poderia ter acontecido em condições naturais. Elas nos dizem somente o que acontece quando um cientista brilhante manipula as condições, “conduzindo” os materiais ao longo dos caminhos químicos necessários para produzir as unidades básicas da vida.

Então, o que essas experiências realmente provam? Que a vida somente pode ser criada com um agente inteligente direcionando, controlando e manipulando o processo. Os últimos achados científicos não desacreditam a fé bíblica; ao contrário, proveem evidência positiva de que a origem da vida requer um agente inteligente - um criador.

Leia a série sopa primordial completa aqui:

1 - Conhecendo o problema

2 - Aminoácidos problemáticos
3 - O problema do oxigênio
4 - O problema matemático
5 - Laboratório vs. natureza
6 - Organizando os elementos

13 de junho de 2017

Sopa primordial #5: laboratório vs. natureza


A experiência de Miller foi controlada em laboratório. Mas seria válida se fosse feita na natureza ? Por exemplo, na natureza, os elementos químicos quase nunca são encontrados em estado puro. Como resultado, ninguém pode predizer com certeza que reações acontecerão. Substancias A e B podem reagir efetivamente no laboratório, onde formas purificadas e isoladas são usadas. Mas, na natureza, há quase sempre outros elementos químicos – C e D - ao redor, o que significa que a substancia A pode reagir com C ao invés de reagir com B, rendendo resultado completamente diferente do que o cientista esperava. Em outras palavras, na natureza há todo tipo de reação concorrente. Desse modo, como os cientistas evitam o problema das reações concorrentes? Eles destampam suas garrafas e derramam somente ingredientes puros e isolados. Quando a experiência envolve mais do que um passo, tal como ir de aminoácidos para proteínas, os pesquisadores reiniciam cada passo com ingredientes novos. Obviamente, isso frauda o experimento. 

A natureza não tem frascos de ingredientes puros para derramar a cada passo do processo. Considere outro experimento típico, que usa luz ultravioleta ao invés de eletricidade, para fazer com que os elementos químicos reajam. A ideia é estimular a luz do sol a se irradiar sobre um lago primitivo na Terra em seus primeiros dias. Só há um probleminha: as ondas mais compridas da luz ultravioleta são muito destrutivas e poderiam destruir o próprio aminoácido que os cientistas estão esperando formar. Então o que fazem? Filtram as ondas longas e usam somente as ondas mais curtas. Portanto, mais uma vez, o sucesso é comprado pelo preço de fraudar a experiência. 

Um lago ou charco primitivo real não teria nenhum filtro para proteger os frágeis aminoácidos dos raios destrutivos do sol. Como resultado, essas experiências não nos dizem o que poderia realisticamente ter acontecido na Terra primitiva; elas nos dizem somente o que acontece quando os pesquisadores controlam cuidadosamente as condições.

Leia a séria sopa primordial completa em :
1 - Conhecendo o Problema

2 - Aminoácidos Problemáticos
3 - O problema do Oxigênio
4 - O problema matemático
5 - Laboratório vs Natureza

6 - Organizando os elementos