3 de agosto de 2017

Biomimetismo: a imitação da vida


Cientistas observaram a natureza e descobriram que alguns animais têm com eles sistemas sofisticados que lhes permitem sobreviver melhor, quer ao nível da locomoção, quer no nível da camuflagem. Ao refletirem sobre esses sistemas, fizeram experiências e descobriram coisas que lhes permitem entender o propósito e a causa de os sistemas serem como são. Esse ramo de pesquisa se chama Biomimetismo. A biomimética é uma área da ciência que tem por objetivo o estudo das estruturas biológicas e das suas funções, procurando aprender com a natureza, suas estratégias e soluções, e utilizar esse conhecimento em diferentes domínios da ciência. A designação dessa recente e promissora área de estudo científico provém da combinação das palavras gregas bios, que significa vida, e mimesis, que significa imitação. Dito de modo simples, a biomimética é a imitação da vida. 

Os pesquisadores copiaram o que viram e fizeram (ou vão fazer) dispositivos que vão beneficiar os seres humanos. Usaram a inteligência, o planeamento e o design para construir as réplicas tecnológicas.

As perguntas que se põem são as seguintes: Uma vez que as réplicas precisaram de plano, propósito, design, inteligência e tudo o mais que envolve um sistema desenhado, é lógico pensar que os sistemas biológicos, bem mais complexos do que as réplicas que fazemos, não foram feitas por Alguém? É lógico pensar que o mais simples e a cópia foram feitos por alguém, mas o mais complexo e o original são obra do “Pai Tempo” e da “Mãe Acaso”?

O design existente na natureza, o mesmo design que os cientistas usam como inspiração, é uma evidência poderosa para o poder, a glória e a genialidade infinita de Deus.

Conforme Paulo diz em Romanos 1:19-22: "Pois o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, Seu eterno poder e Sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis; porque, tendo conhecido a Deus, não O glorificaram como Deus, nem Lhe renderam graças, mas os seus pensamentos tornaram-se fúteis e os seus corações insensatos se obscureceram. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos."

MARTIN PESCADOR E O TREM BALA
Os primeiros protótipos de trem-bala criavam uma explosão sonora ao sair de um túnel, o que não era desejável, claro. Em seguida, o engenheiro da empresa J. R. West, que tem o hábito de observar pássaros, começou a estudar espécies como o martim-pescador, capaz de mergulhar na água quase sem causar ondulações – “eles vão de uma densidade média, o ar, para outra densidade média, água, sem espalhar água”, percebeu. Alterações no projeto baseadas nessa habilidade do pássaro tornaram o trem-bala 10% mais rápido com 15% menos gasto de eletricidade, além de praticamente eliminar a explosão sonora.

O GATO E O PARA-CHOQUES
Um gato é capaz de cair de alturas consideráveis sem se machucar, graças a um detalhe anatômico: não há uma ligação esquelética direta entre sua clavícula e coluna vertebral, o que permite que os membros dianteiros absorvam o impacto da queda de modo eficiente – algo que pode ser usado para produzir grades de segurança e para-choques mais eficazes.

FOLHAS ANTI-POLUIÇÃO
Certos tipos de árvore (como bordo, aspen e álamo) têm folhas capazes de absorver alguns tipos de poluentes com mais facilidade do que outras – 40% a mais, se esses poluentes estiverem combinados com oxigênio. O mecanismo por trás dessa eficiente absorção tem sido aproveitado por fabricantes de filtro de ar.

ADESIVO NATURAL
Amoras silvestres (também conhecidas como blackberries, em inglês) têm pequenos ganchos que permitem que elas se grudem em diversas superfícies sem a necessidade de substâncias químicas adesivas – algo é aproveitado em setores como construção e embalagens.

BORBOLETAS E A LIMPEZA
Sem gastar energia ou depender de substâncias químicas, borboletas são capazes de manter suas asas livres de sujeira (da mesma forma que os tubarões-de-galápagos mantêm sua superfície corporal livre de bactérias), graças à maneira como sua superfície interage com as moléculas de água e de impurezas – segredo aproveitado por algumas empresas especializadas em revestimentos.

DO NEVOEIRO PARA O COPO
No deserto da Namíbia, um pequeno inseto é capaz de coletar água a partir de um nevoeiro e, com isso, garantir a própria sobrevivência. “Ele tem ‘bombas’ na superfície de suas asas que agem como ‘ímãs para água’. A água adere a essas bombas, desce pelas laterais e vai direto para a boca da criatura”, explica Benyus. O pesquisador Andrew Parker, da Universidade de Oxford (Inglaterra), estudou o fenômeno e ajudou empresas de arquitetura a construir estruturas que, como o inseto, são capazes de coletar água de nevoeiro de modo eficiente. “Dez vezes melhores do que nossas redes de capturar névoa”, diz.

TUBARÃO VS. BACTÉRIAS
O tubarão-de-galápagos é capaz de manter a superfície de seu corpo livre de bactérias graças a minúsculas elevações presentes nela. Essas elevações seguem um padrão específico e impedem a adesão de bactérias – segredo aproveitado pela empresa Sharklet Technologies, que fabrica revestimentos que evitam o acúmulo de bactérias. Essa tecnologia reduz o uso de produtos químicos bactericidas (que são uma solução provisória, já que há cada vez mais micro-organismos resistentes a eles).

O VELCRO FLORAL
O velcro foi inventado em 1941 pelo engenheiro suíço Georges de Mestral. Ele observou no microscópio as pequenas sementes de Arctium, que grudavam constantemente no pelo de seu cachorro. Descobriu filamentos que terminavam em pequenos ganchos que geravam uma potente aderência. Assim, ele teve seu momento de “Eureka!” e desenvolveu o eficiente velcro, utilizado tanto no vestuário quanto na indústria em geral.

MARTELO PICA-PAU
A forma da cabeça e do corpo do pica-pau foi estudada para a invenção de uma martelo mais eficiente. Usar o poder das formas naturais para aumento de eficiência de equipamentos e produtos é algo muito utilizado na indústria, como o exemplo do uso das formas dos pássaros para melhorar a aerodinâmica dos aviões. Leonardo Da Vinci já havia se rendido à "sabedoria da natureza" e observava constantemente suas formas para gerar ideias.

Referências:
http://www.asknature.org/
http://blog.ted.com/2009/08/06/biomimicry_in_a/

Leia mais sobre biomimética aqui.

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